DuckDuckGo, buscador focado em privacidade, triplica número de buscas

O DuckDuckGo, buscador com foco em privacidade, é o principal contraponto ao Google, que domina o mercado. Apesar de ter menos de 1% de participação (contra 92% do Google), segundo o StatCounter, o serviço aposta em usuários insatisfeitos com a quantidade de dados aos quais empresas têm acesso.

E, ao seu ritmo, o buscador está crescendo. Em entrevista ao New York Times, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse que as buscas triplicaram nos últimos dois anos e atingiram 40 milhões por dia. Além disso, a empresa terminou cada um dos últimos cinco anos com lucro.

“Todas essas empresas estão dizendo que você não pode ganhar dinheiro sem rastrear seus usuários”, disse Weinberg ao NYT. “Com nós existindo e crescendo e sendo lucrativos, nós servimos como prova de que é possível”.

Weinberg é um dos maiores críticos ao rastreamento feito por empresas como o Google, mas entende que a mudança para serviços que prezem por privacidade é complicada. “Não é tão fácil mudar como gostaríamos”, disse. “Há muita inércia atraindo as pessoas de volta ao sistema existente”.

Com 65 funcionários, o DuckDuckGo fez apenas duas rodadas de investimento desde que foi criado, em 2008. A empresa arrecadou somente US$ 13 milhões, valor inferior à receita do Google em uma hora. Para se manter, o buscador também exibe anúncios no topo das buscas.

Entretanto, o DuckDuckGo não precisa rastrear os usuários para personalizar seus links patrocinados. É aí que a empresa contraria a lógica do Google, que depende da maior quantidade possível de dados para exibir anúncios mais precisos.

As primeiras versões do buscador não tinham foco na privacidade. Ao seguir essa linha, seu público ficou restrito a alguns defensores da privacidade. O site começou a crescer em 2013, com as revelações de Edward Snowden sobre o sistema de vigilância do governo dos Estados Unidos.

“Não acreditamos que a privacidade esteja impedindo a obtenção de bons resultados de pesquisa para qualquer pessoa”, disse o executivo. Além de seu buscador, a empresa trabalha em outras ferramentas que preservam dados dos usuários.

Entre elas, está uma extensão que bloqueia rastreadores no Chrome, no Firefox e no Safari. Batizada de Privacy Essentials, ela dá nota para a privacidade e a segurança de vários sites. Por rastrear a atividade na internet e manter registros permanentes de usuários, o Google recebeu apenas nota D.

DuckDuckGo, buscador focado em privacidade, triplica número de buscas

Apple pode investir em podcasts originais para competir com Spotify

A Apple ajudou a criar o mundo do podcast com o agregador homônimo que existe no iOS e agora no macOS. Recentemente o Spotify mostrou que está interessado em ser um novo mundo com vários programas próprios, o que certamente acendeu o mesmo interesse lá na empresa da maçã, que parece planejar investimento direto em podcasters exclusivos.

Enquanto a Apple oferece um agregador neutro e aberto para qualquer pessoa que utilize um iPhone, iPod Touch ou iPad, o Spotify resolveu que era hora de investir em quem produz o conteúdo e trouxe nomes para sua plataforma, além de estar investido meio bilhão de dólares na compra das empresas Parcast e Gimlet Media – que trabalham apenas com este formato de mídia.

Agora é a vez da Apple tomar a mesma atitude, ao menos é o que dizem algumas fontes que conversaram com o Bloomberg. A ideia é de criar programas exclusivos para quem escuta a partir de um aplicativo da empresa – e isso vale até para os PCs, já que o iTunes leva consigo o app Podcasts e ele está disponível para Windows.

As fontes garantem que as conversas com produtores e empresas de mídia responsáveis por alguns podcasts ainda estão em estágio inicial, mas que o objetivo é de comprar direitos de exclusividade com alguns deles. Elas não afirmaram se o conteúdo destes podcasts exclusivos poderá ser escutado a partir de outros agregadores, ou se estarão na versão web do reprodutor.

Agora vai, 2019 realmente é o ano do podcast – e você pode acessar e ouvir o Tecnocast em sua versão web do Apple Podcasts clicando aqui.

Com informações: Bloomberg.

Apple pode investir em podcasts originais para competir com Spotify

Google confirma fim do Dragonfly, projeto de buscador censurado para a China

Os rumores foram confirmados: a versão censurada do buscador do Google para a China foi cancelada. O projeto Dragonfly, como era batizado, enfrentou uma série de polêmicas por ter que respeitar as censuras impostas pelo governo chinês, escondendo conteúdos proibidos dos resultados de busca.

O cancelamento foi oficializado na terça-feira (16) pelo vice-presidente de políticas públicas do Google, Karan Bhatia, em depoimento ao Senado americano. Segundo Bhatia, “não temos planos para lançar a Pesquisa na China e não há nenhum trabalho sendo realizado em um projeto desse tipo”.

É a primeira vez que o Dragonfly é descrito publicamente pelo Google como “cancelado”, embora haja indícios de que o projeto tenha sido suspenso há meses. Em março, o Google declarou que os funcionários que trabalhavam no Dragonfly foram movidos para novos projetos e que não havia mais planos para desenvolver uma versão chinesa do buscador.

Google tem atuação restrita na China

O Google nunca saiu totalmente da China, mas o buscador e os serviços como o YouTube são bloqueados no país. Uma versão chinesa da Pesquisa Google chegou a ser lançada em 2006 e tinha filtros de censura no endereço google.cn, mas os usuários ainda podiam acessar irrestritamente o google.com na época.

Sabendo que havia “brechas”, o governo chinês bloqueou o endereço google.com e sites de outras companhias estrangeiras. Nesse processo, outros serviços também acabaram sendo barrados, como o Gmail. A soma desses transtornos levou o Google a sair do mercado de buscas da China em março de 2010. O buscador só seria mantido se o governo chinês aceitasse uma versão sem censura, o que não ocorreu.

No final de 2018, funcionários do Google afirmaram que foram afastados do projeto por terem críticas à ferramenta. Uma das preocupações era relacionada à infraestrutura do buscador, que dependeria de data centers em Pequim ou Xangai. Isso faria o governo chinês ter ampla facilidade para acessar dados de usuários, incluindo adversários políticos, ativistas e jornalistas. Para impedir as críticas, o Google teria isolado as equipes de segurança e privacidade do projeto Dragonfly.

Tecnocast 101 – A muralha chinesa

FaceApp nega armazenar todas as fotos dos celulares de usuários

O FaceApp, que usa selfies para mostrar como você ficará no futuro, é visto por alguns como mais um aplicativo criado para violar a privacidade dos usuários. Com quase a mesma velocidade com que se tornou viral, o aplicativo teve que explicar o que faz com as fotos que recebe.

Em nota ao 9to5Mac, o FaceApp afirmou que, ao contrário de algumas suspeitas, não armazena todas as imagens salvas no celular dos usuários. “Nós fazemos o upload de apenas uma foto selecionada para edição”, diz a empresa.

Segundo o aplicativo, a imagem precisa ser enviada porque boa parte de seu processamento é feito na nuvem. “Nunca transferimos quaisquer outras imagens do telefone para a nuvem”, informa o FaceApp, em seu comunicado.

Ainda assim, a empresa mantém as fotos dos usuários na nuvem por um tempo. O FaceApp indica que, por motivos de “perfomance e tráfego”, a maioria é removida até 48 horas após o envio. “Queremos garantir que o usuário não envie a foto repetidamente para cada operação de edição”.

A empresa afirma que, apesar de sua equipe de pesquisa e desenvolvimento estar localizada na Rússia, o governo não tem acesso aos dados de usuários. “Não vendemos nem compartilhamos dados de usuários com terceiros”, diz o comunicado.

O FaceApp destaca ainda que seus recursos podem ser usados mesmo sem uma conta. “Como resultado, 99% dos usuários não fazem login; portanto, não temos acesso a nenhum dado que possa identificar a pessoa”, continua a companhia.

O FaceApp é seguro?

O principal problema do FaceApp é sua política de privacidade genérica. Nela, a empresa informa que coleta “fotos e outros materiais que você publica” no aplicativo, além de dados como a localização e o modelo do celular.

O texto também indica que o FaceApp pode compartilhar informações com empresas do mesmo grupo ou afiliados, mas não detalha quem eles seriam. O aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente e oferece opções pagas, não possui nenhum elemento malicioso, segundo especialistas da Kaspersky.

“A foto é enviada para os servidores do app que fazem a modificação e enviam de volta para o usuário”, diz o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini. “Tudo muito normal”. Apesar disso, o especialista não garante que o FaceApp esteja livre de riscos.

“Por utilizar inteligência artificial para fazer as modificações a partir do reconhecimento facial, a empresa dona do app pode vender essas fotos para empresas desse tipo, além desses dados facilmente caírem nas mãos dos cibercriminosos e serem utilizados para falsificar nossas identidades”.

Em casos como o do FaceApp, a Kaspersky sugere verificar se o aplicativo está realmente disponível em lojas oficiais. A empresa também recomenda a leitura dos termos de privacidade e uma análise sobre as permissões solicitadas pelo aplicativo.

FaceApp nega armazenar todas as fotos dos celulares de usuários

Google bane empresa chinesa que fazia apps de Android com anúncios maliciosos

O Google expulsou a empresa CooTek da Play Store e da plataforma de anúncios AdMob. A desenvolvedora, responsável por centenas de aplicativos para Android, incluindo o TouchPal Keyboard, é mais uma companhia chinesa a receber uma punição do Google por implantar adwares em seus produtos. Em abril, a DU Group, com participação do Baidu, também teve seus aplicativos removidos do Google Play.

O banimento da CooTek veio depois que uma investigação do BuzzFeed e da empresa de segurança Lookout detectou o adware BeiTaAd em 238 aplicativos da Play Store, que somavam pelo menos 440 milhões de instalações. O adware “tornava um dispositivo móvel quase inutilizável”, segundo a Lookout, por meio da exibição de propagandas em áudio e vídeo mesmo quando o aparelho estava em standby.

Para não ser detectado pelos filtros automáticos do Google Play, o BeiTaAd ficava bem escondido no código-fonte dos aplicativos: ele era criptografado com AES e se apresentava com o nome icon-icomoon-gemini.renc, mas na verdade era um arquivo *.dex, ou seja, um executável do Dalvik, a máquina virtual do Android.

“Os usuários relataram que não conseguiam atender ligações ou interagir com outros aplicativos, devido à natureza persistente e invasiva dos anúncios exibidos. Esses anúncios não bombardeiam o usuário imediatamente após o aplicativo ser instalado, mas ficam visíveis pelo menos 24 horas após o aplicativo ser executado”, diz a Lookout.

A CooTek, que é uma empresa de capital aberto negociada na bolsa de Nova York, informou em nota ao mercado nesta quarta-feira (17) que “está em comunicação contínua com o Google para esclarecer os possíveis mal-entendidos”, e que a medida não afeta os usuários já existentes. Diz ainda que reexaminou seus aplicativos e “não encontrou evidências que sustentem as alegações de um certo veículo de mídia”.

Google bane empresa chinesa que fazia apps de Android com anúncios maliciosos

É oficial: Brasil assina acordo para fim do roaming no Mercosul

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram nesta quarta-feira (17) um acordo para acabar com a cobrança das tarifas de roaming internacional dentro do Mercosul. A negociação, que já havia sido confirmada pela Anatel, pode reduzir o custo para se comunicar no exterior, que chega a R$ 33 por megabyte trafegado, dependendo da operadora.

A tarifa de roaming internacional é devida quando o cliente utiliza seu plano de celular fora do país de origem. Quando isso acontece, o aparelho precisa se conectar à rede de uma operadora local parceira. Os acordos entre as empresas de telefonia tornam o serviço caro em quase todo o mundo, por isso, muitos turistas optam por comprar um chip de uma operadora local para escapar das altas cobranças.

A decisão anunciada pelos líderes do Mercosul segue o exemplo da União Europeia, que aboliu as tarifas de roaming em 2017. O acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos já previa uma cooperação para fornecer “serviços de roaming transparentes e com tarifas razoáveis”, segundo o G1.

Ainda não há prazo para que o fim do roaming internacional passe a valer dentro do Mercosul, já que o acordo precisa ser votado pelo Congresso.

O cumprimento do acordo deverá ser mais fácil para a Claro, do grupo América Móvil, que possui operadoras em todos os países-membro do Mercosul e já oferece roaming internacional sem custo nas Américas para os clientes do pós-pago. A Telefónica, dona da Vivo, também atua na Argentina e no Uruguai. Já a TIM e a Oi precisarão depender de acordos com as operadoras parceiras.

Quanto custa utilizar o celular no exterior

Apple compra direitos de drama com Samuel L. Jackson e lança primeiro trailer de “Snoopy in Space”

Quer mais alguma prova de que a Apple vai entrar com tudo não só no mercado das séries, mas também dos filmes? Pois aqui está.

Como informado pelo Deadline, a Maçã adquiriu recentemente os direitos para o drama “The Banker”, estrelado por Samuel L. Jackson (“Pulp Fiction”), Anthony Mackie (o Falcão da franquia “Vingadores”) e Nicholas Hoult (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O filme, escrito e co-roteirizado por George Nolfi, será baseado na história real de dois empreendedores negros que, no Texas da década de 1950, tentaram perseverar com um negócio de empréstimo para vítimas da segregação racial.

Anthony Mackie, Samuel L. Jackson e Nicholas Hoult
Anthony Mackie, Samuel L. Jackson e Nicholas Hoult

Se a descrição e o elenco acima soam como uma receita deveras propícia para prêmios, é porque realmente são: segundo fontes, a aquisição é uma das primeiras tentativas práticas da Apple de se infiltrar já na próxima temporada de premiações. Como o filme já está em produção e deverá estrear até o fim do ano, nada impede — caso ele seja um sucesso, claro — que vejamos a Apple marcando presença já nos próximos Oscars, por exemplo.

O roteiro do filme é assinado por Nolfi junto a David Smith, Niceole Levy e Stan Younger, enquanto o argumento foi desenvolvido por Smith, Younger e Brad Caleb Kane. “The Banker” terá seu lançamento direto realizado no Apple TV+, mas deverá ter também uma distribuição nós cinemas para concorrer às premiações do gênero. Mais detalhes serão anunciados em breve.

“Snoopy in Space”

Enquanto isso, a primeira produção da Apple em parceria com a Peanuts Worldwide está ganhando corpo: a série animada “Snoopy in Space” ganhou hoje seu primeiro trailer. Confiram:

O lançamento do trailer hoje não é gratuito: ele faz parte das comemorações do aniversário de 50 anos da missão da Apollo 13, que levou a humanidade à Lua pela primeira vez. A sinopse de “Snoopy in Space” mostra que a série terá tudo a ver com o tema da astronomia e da exploração espacial:

“Snoopy in Space” segue Snoopy enquanto seus sonhos de se tornar um astronauta tornam-se reais quando ele e Woodstock se juntam à turma de Peanuts em uma excursão escolar para a NASA e são escolhidos para uma missão de elite no espaço sideral. Conforme Snoopy e Woodstock realizam seus sonhos de treinamento para astronautas e viagem espacial, Charlie Brown e sua turma ajudam seus amigos no controle da missão.

“Snoopy in Space” é uma produção original da Apple em parceria com a DHX Media e a Peanuts Worldwide. Ela será lançada no Apple TV+ no outono do hemisfério norte — ou seja, entre setembro e dezembro próximos.

“Carpool Karaoke”

Por fim, a série seminal da Maçã sobreviverá: a Apple revelou hoje que “Carpool Karaoke: The Series ganhará uma terceira temporada. O anúncio foi feito no canal do YouTube do apresentador James Corden, e a série continuará sendo disponibilizada gratuitamente para todo mundo que tiver acesso ao app Apple TV — não haverá necessidade de assinar o Apple TV+.

Ainda não há mais informações sobre a terceira temporada do programa, mas sabe-se que um dos episódios reunirá o elenco principal da série “Stranger Things” — da maior concorrente do Apple TV+ (Netflix), é bom lembrar.

Segundo a Apple, os novos episódios da série chegarão “em breve”. Como a segunda temporada de “Carpool Karaoke: The Series” estreou em outubro de 2018, entretanto, é de se esperar que a terceira chegue também em outubro — ainda temos que aguardar alguns meses, portanto.

via Apple World Today, 9to5Mac