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Microsoft junta todos os sistemas em um só Windows

A CES está mostrando que empresas estão dispostas a aposentar o cabo ligado na tomada para recarregar seus gadgets. A recarga sem fio ganhou força na feira, por mais que a tecnologia ainda não tem pegado entre consumidores. E é isso que as fabricantes tentam mudar.

A aposta da vez é a tecnologia de ressonância, capaz de carregar múltiplos aparelhos diferentes ao mesmo tempo e a distâncias maiores e com posições mais imprecisas do que a tecnologia de indução, que era aplicada até o momento. ConvenientPower, MediaTek, PowerbyProxi e WiTricity são empresas trabalhando para fazer isso acontecer, segundo a PCWorld.

A diferença entre os sistemas indutivos e os ressonantes são poucas, mas importantes. No primeiro caso, são necessárias duas bobinas perfeitamente alinhadas (uma no carregador, outra no aparelho); no caso da ressonância, isso não é necessário. Além disso, múltiplas bobinas podem ser utilizadas, permitindo que muitos aparelhos possam ser carregados ao mesmo tempo, segundo a MediaTek.

A WiTricity mostrou na feira um sistema de recarga à base de ressonância capaz de carregar dois smartphones ao mesmo tempo. É possível colocar a superfície de recarga embaixo da mesa e colocar seu aparelho em cima dela. Já a ConvenientPower anunciou o WoW Z, capaz de carregar por ressonância aparelhos com a tecnologia Qi  já adotada por várias empresas. Ele seria capaz de funcionar em distâncias de até 1,8 centímetros, e seria três vezes mais potentes que outras soluções de Qi, com 65% de eficiência, diz a empresa.

A PowerbyProxi já teria um acordo com a Texas Instruments para a produção de uma tecnologia semelhante à da ConvenientPower. Enquanto isso, a MediaTek estaria apoiando tanto a WPC (Wireless Power Consortium), com responsável pelo Qi, quanto a concorrente PMA (Power Matters Alliance). A empresa teria mostrado um receptor capaz de funcionar com ressonância e indução e o fato de que a empresa está investindo nesta área deve significar que em breves aparelhos baratos, que são seu ganha-pão, deverão receber tecnologia de recarga sem fio em breve.

Por enquanto não há previsão de chegada, mas com tantas empresas apoiando, é certo que o mercado deva ver um empurrãozinho nesta área. Vale lembrar que até a Intel apresentou um conceito de tigela inteligente capaz de recarregar aparelhos por ressonância na CES, e a Qualcomm também tem interesse no assunto.

O novo CEO Satya Nadella, sucessor de Steve Ballmer, disse que a principal mudança está relacionada com a forma como eles pensam o Windows. “Isso significa que temos um OS para todos os tamanhos de tela”, afirmou no anúncio dos resultados financeiros da Microsoft.

Esta pegada para produção de sistemas operacionais difere bastante do que vemos ainda hoje na principal concorrente da Microsoft, a Apple de Tim Cook. Embora as plataformas da empresa sejam muito próximas – ainda mais no Yosemite, com direito ao Continuity –, ainda há uma bela diferença. A Apple produz o sistema do OS para iMacs e MacBooks; e o iOS para os dispositivos móveis (no caso, o iPhone e o iPad). Diversos componentes do design do sistema para computador não estão presentes no celular e vice-versa. A Microsoft parece tentar um mergulho ainda mais profundo na ideia de ter uma só plataforma.

Não nos esqueçamos do Google. A empresa está focada no desenvolvimento da próxima versão do Android, vulgo “L”, com direito aos aplicativos seguindo o padrão de Material Design. Por sua vez, o Chrome OS segue uma identidade visual completamente distinta. Como o próprio nome sugere, está mais próximo do navegador Chrome do que da plataforma de celulares.

Resta saber como a adoção de um só Windows para computadores, celulares e videogames vai modificar o design e a forma de interagir com a plataforma. Hoje mesmo, se você perguntar aos novos donos de PCs, muitos vão dizer que não gostam dos aplicativos do Windows com o visual conhecido como Metro/Moderno. Botões grandes, cores chapadas, muito espaço em branco. Parece mais coisa de tablet do que de computador voltado para trabalho. Tal resistência não existe em relação ao Windows Phone. Conheço diversos usuários muitíssimo satisfeitos com o sistema, depois de terem comprado algum Lumia 520 em alguma promoção.

Outra dúvida que paira no ar está relacionada com as edições do Windows. O CEO Nadella admitiu que haverá versões distintas. Nós ainda não sabemos como vai ser essa divisão entre Phone, PC, tablet (RT e Pro), sem falar nas versões para arquitetura x86 e ARM.

A Microsoft parece estar empenhada em reinventar a própria história e se preparar para um mercado de tecnologia em transformação. Entretanto, decisões grandiosas como esta ou a demissão de 18 mil funcionário às vezes me fazem pensar que eles não têm ideia do que estão fazendo.

Fonte: TecnoBlog

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