Nokia é a empresa que mais atualizou celulares para o Android 9 Pie

Além de oferecer novos recursos, atualizações rápidas oferecem mais segurança para os celulares. Nesse sentido, a empresa mais veloz é a Nokia, que já oferece o Android 9 Pie em quase todos os dispositivos que vendeu nos últimos 12 meses.

Android 9 Pie está em 96% dos celulares vendidos pela Nokia nos últimos 12 meses

É o que aponta o levantamento da Counterpoint Research. Dos smartphones entregues pela Nokia entre julho de 2018 e junho de 2019, 96% já receberam a atualização para o Android 9 Pie. Os 4% restantes estão no Android 8.1 Oreo.

A fabricante é seguida pela Samsung, que já liberou a última versão do sistema para 89% dos celulares vendidos no mesmo período. Em seguida, estão Xiaomi, em 84% dos aparelhos, e a Huawei, em 82%.

Enquanto isso, empresas como Oppo, Vivo, LG e Alcatel têm índices de atualização bem inferiores. Para as quatro empresas, a maior parte dos aparelhos vendidos nos últimos 12 meses ainda usa o Android 8.1 Oreo.

Motorola liberou Android 9 Pie na metade dos modelos

A Motorola (Lenovo) atualizou apenas 43% das unidades vendidas nos últimos meses para o Android 9 Pie. Cerca de 45% dos celulares que a fabricante entregou nesse período usam o Android 8, enquanto 3% estão no Android 8.1.

Ainda assim, mais da metade de seus modelos já estão com a versão mais recente do sistema, indicando que, no caso da Motorola, a atualização é mais distribuída entre celulares mais baratos e mais caros. No levantamento que considera quais celulares já têm o Android 9 Pie – e não quantas unidades –, a empresa perde apenas para Nokia e Xiaomi.

Nokia, Xiaomi e Motorola liberaram Android 9 Pie em mais da metade de seus modelos

Nokia é a empresa que mais atualizou celulares para o Android 9 Pie

Sony WF-1000XM3: sem ruído e sem fios

A Sony já dominou o mercado de headphones com cancelamento ativo de ruído com o WH-1000XM3. Agora, os japoneses querem conquistar outro formato: os fones de ouvido totalmente sem fio. O WF-1000XM3 leva as tecnologias do irmão maior para um modelo compacto, que pode ser usado de um jeito mais discreto nos seus deslocamentos diários.

Com bateria de seis horas, chip dedicado de cancelamento de ruído e formato intra-auricular, o WF-1000XM3 foi lançado no Brasil por R$ 1.299. Será que vale pagar tudo isso por um fone de ouvido true wireless? Eu usei o lançamento da Sony nas últimas semanas e conto minhas impressões nos próximos minutos.

Análise do Sony WF-1000XM3 em vídeo

Design e conforto

Sony WF-1000XM3

O WF-1000XM3 é mais volumoso que outros fones de ouvido totalmente sem fio de uso diário, como os Apple AirPods e os Samsung Galaxy Buds. A Sony adotou um design que se apoia em três pontos da orelha e que se mantém firme com a ajuda de uma borracha de alta fricção. O sensor de toque fica em um círculo prateado na parte externa e permite trocar de música ou ajustar o cancelamento de ruído.

Sony WF-1000XM3

O design do WF-1000XM3 é pensado para isolar o ruído externo, inclusive de forma passiva — e faz isso bem, como eu comento adiante. Nem todo mundo se adapta com esse formato, principalmente os que já não se sentem bem com fones intra-auriculares. No meu caso, o WF-1000XM3 foi bastante confortável e selou bem os meus ouvidos com as ponteiras de silicone de tamanho médio, que vêm pré-instaladas.

Sony WF-1000XM3

Ele não é um fone de ouvido esportivo, o que fica bem claro antes mesmo de comprar o produto: a Sony não divulga nenhum tipo de proteção contra água ou suor. De fato, quando tentei correr com o WF-1000XM3, eles não ficaram seguros na orelha. Parece que, por serem um pouco mais pesados, os fones fazem uma força na diagonal a cada aterrisagem, até caírem no chão.

O estojo é grandinho, combina com as cores dos fones e mantém cada lado bem preso com a ajuda de ímãs. Ele pode ser carregado pela porta USB-C e tem NFC, o que facilita a conexão em celulares com essa tecnologia: é só aproximar o smartphone da caixinha e todo o resto é feito automaticamente. Só não pude deixar de notar um descuido na fabricação: na minha unidade, a marca da Sony estava meio… torta.

Sony WF-1000XM3

Recursos e conectividade

Uma vez conectado, o WF-1000XM3 pode ser controlado por meio do Headphones Connect, mesmo aplicativo do WH-1000XM3 e outros fones de ouvido da Sony. É uma ferramenta bem completa, que mostra o nível de bateria de cada lado, traz opções de personalização de som e detecta se você está andando, sentado ou no transporte público para ajustar o cancelamento de ruído automaticamente.

Sony WF-1000XM3

Só dois codecs de áudio são suportados: SBC no Android e AAC no iOS. Infelizmente, a Sony não implantou aptX, LDAC, nem nenhum outro codec de alta fidelidade ou baixa latência. Em um iPhone XS, o lag nos vídeos ficou no limite do aceitável: deu para notar um pequeno atraso entre movimento da boca e voz, mas não chegou a incomodar. De qualquer forma, fica claro que este não é o fone mais adequado para jogos.

A Sony colocou o recurso Quick Attention, que diminui o volume da música e ativa o microfone temporariamente para você conversar com alguém do seu lado. Funciona bem e é quase tão prático quanto no WH-1000XM3 — mas, em vez de colocar a mão sobre o lado direito do headphone, você aperta a superfície tátil do lado esquerdo do WF-1000XM3 para ativar a função.

Sony WF-1000XM3

Todos os comandos táteis podem ser configurados por meio do aplicativo: se preferir, você pode optar por chamar o Google Assistente quando tocar do lado esquerdo do fone, por exemplo. Eu só senti falta de controles de volume: seria interessante se fosse possível aumentar ou abaixar a música deslizando o dedo. Esse é um recurso útil que está ficando cada vez mais raro nos fones de ouvido totalmente sem fio.

Qualidade de som

Sony WF-1000XM3

O som me agradou muito: é encorpado, com autoridade, mas sem ser autoritário. As frequências baixas têm um pequeno incremento que não chega a transformar o WF-1000XM3 em um fone para amantes de graves. As batidas são rápidas e têm a energia que eu espero de um fone intra-auricular mais equilibrado.

Os médios são claros e dão uma sensação de arejamento que eu gosto, sem serem tão abertos quanto os do Samsung Galaxy Buds, que podem parecer agressivos demais para algumas pessoas. Já as frequências mais altas têm boa presença e passam aquela impressão de detalhamento nas vozes e pratos. Não é algo tão macio quanto o WH-1000XM3, o que faz sentido para um fone para uso em deslocamentos mais rápidos.

Sony WF-1000XM3

Aqui, vale uma observação: todos os testes de fone de ouvido são realizados com as configurações padrão e sem equalização, mas no WF-1000XM3 eu decidi desativar o DSEE HX. A promessa da Sony é que essa tecnologia recupera as perdas da compressão do MP3 e melhora a definição. No meu caso, esse recurso colocou granulações em vozes femininas, deixando a apresentação um pouco desagradável.

Cancelamento de ruído e bateria

Sony WF-1000XM3

O cancelamento ativo de ruído do WF-1000XM3 é bem interessante para o dia a dia. Assim como outras tecnologias de ANC, ele não é tão eficiente em eliminar frequências mais altas ou inconstantes, então você ainda vai escutar buzinas, sirenes ou pessoas falando em um tom mais alto. Mas os barulhos de carros na rua, motores de ônibus, ares condicionados e vários outros ruídos são muito atenuados.

Isso torna o WF-1000XM3 uma companhia perfeita para o dia a dia. Dá para ouvir música no metrô em um volume médio e se isolar quase totalmente do que estiver ao seu redor. Também funciona para viagens mais curtas de avião. Não é tão eficiente quanto o WH-1000XM3, mas é uma solução prática e mais compacta para levar na bolsa.

Sony WF-1000XM3

Para que o cancelamento ativo de ruído funcione, o WF-1000XM3 tem dois microfones em cada lado (um na frente e outro atrás) para captar o som e emitir a frequência inversa. Mas esses microfones bem localizados não geram uma qualidade de chamadas melhor — é um som típico de fone Bluetooth, com uma compressão na voz que deixa um aspecto levemente metalizado, mas que ainda permite escutar e ser escutado sem dificuldades.

A bateria também ajuda a manter uma boa experiência. Eu não consegui zerar totalmente a carga do WF-1000XM3, mas uma sessão de exatamente 3 horas de música com volume em 50%, com cancelamento de ruído ativado, fez a carga baixar de 100% para 60%. Esse resultado fica em linha com a promessa da Sony, de 6 horas de autonomia.

A Sony garante que o WF-1000XM3 aguenta até 8 horas se o cancelamento de ruído estiver desativado — mas esse caso de uso não faz muito sentido em um fone de ouvido cujo grande diferencial é justamente o cancelamento de ruído.

Vale a pena?

Sony WF-1000XM3

O WF-1000XM3 é minha escolha preferida de fone de ouvido para o dia a dia. O estojo de carregamento é mais volumoso, mas não chega a ser um trambolho; a qualidade de áudio me agrada bastante; e a bateria é mais que suficiente para um dia de uso típico.

O grande acerto da Sony é a combinação entre design e cancelamento de ruído. Eu não me sinto confortável e nem acho prático ficar usando um headphone circumaural dentro do transporte público, mas um true wireless com ótima qualidade sonora e com ótimo isolamento é uma solução excelente para isso.

Sony WF-1000XM3

A Sony também merece destaque por adotar a mesma estratégia do WH-1000XM3, lançando um produto no Brasil com preço similar ao do exterior. O WF-1000XM3 é um fone de ouvido de US$ 229 ou € 249. Se você somar os impostos locais, o ágio na conversão do cartão de crédito e o IOF, chega quase nos R$ 1.299 que a empresa cobra no Brasil. É um produto barato? Obviamente não. Mas poderia ser muito pior.

Nessa faixa de preço, o WF-1000XM3 é certamente um fone de ouvido mais completo e refinado que os Galaxy Buds (R$ 999) e os AirPods (R$ 1.349).

Especificações técnicas

  • Bateria: até 6 horas (com cancelamento de ruído) ou até 8 horas (sem cancelamento de ruído)
  • Codecs suportados: SBC, AAC
  • Conectividade: Bluetooth 5.0, NFC, USB-C
  • Peso: 8,5 gramas (cada lado)
  • Proteção contra água ou suor: não
  • Resposta de frequência: 20-20.000 Hz, 44,1 kHz

Sony WF-1000XM3: sem ruído e sem fios

YouTube vai deixar de mostrar número exato de inscritos nos canais

O Google havia anunciado em maio que iria deixar de exibir o número exato de inscritos dos canais no YouTube. A promessa não foi esquecida: a partir de setembro, o serviço só irar mostrar números abreviados que dão uma noção aproximada, mas não precisa, de quantas pessoas se inscreveram em cada canal.

Somente canais que têm menos de 1.000 inscritos continuarão exibindo esse número com exatidão. Os demais terão essa informação simplificada. O próprio YouTube dá alguns exemplos: um canal com 133.017 seguidores vai ser mostrado como tendo 133K inscritos; outro com 51.389.232, terá esse total abreviado para 51M.

Nesses exemplos, os números só irão mudar para 134K e 52M quando as quantidades de inscritos atingirem 134.000 e 52.000.000 de pessoas, respectivamente.

Essa alteração também afetará a API usada por plataformas externas para mensurar o engajamento e o crescimento dos canais. O pessoal do Social Blade (site que fornece estatísticas sobre perfis em redes sociais e canais no YouTube), por exemplo, reconheceu no Twitter que não gostou nada da mudança:

A julgar pelas respostas que o YouTube recebeu no Twitter, muitos donos de canais também não gostaram. Mas tudo indica que o Google não irá desistir da mudança: para a companhia, a abreviação dos números é uma forma de reduzir a pressão sobre os produtores de conteúdo.

“Esperamos que isso ajude todos os criadores a se concentrarem em contar a sua história e enfrentarem menos pressão sobre os números”, diz o YouTube. O serviço também diz que o número exato de inscritos estará disponível no YouTube Studio e no YouTube Analytics (somente para os donos dos canais, obviamente).

Com informações: Android Police.

Tecnocast 122 – Instagram sem likes: o que muda?

A decisão do YouTube remete a uma mudança no Instagram. Recentemente, a rede social deixou de exibir o número de likes no Brasil. A justificativa é a mesma: reduzir a “pressão social” dentro do serviço.

Mas a decisão acabou se mostrando bastante controversa, tanto que virou tema para o Tecnocast 122. Dá o play e vem com a gente!

YouTube vai deixar de mostrar número exato de inscritos nos canais

Motorola One Zoom deve ter câmera quádrupla de 48 MP e 4.000 mAh

O Motorola One Zoom não é exatamente um segredo: as especificações do novo celular com quatro câmeras vêm vazando há algumas semanas, incluindo seu processador intermediário Snapdragon 675 e a bateria de 4.000 mAh. Agora, a ficha técnica do aparelho foi quase que inteiramente vazada; ele deve ser apresentado oficialmente durante a feira IFA na semana que vem.

Roland Quandt, do WinFuture, obteve a ficha técnica do Motorola One Zoom com uma operadora móvel. Segundo ele, o Motorola One Zoom virá com tela AMOLED de 6,4 polegadas e resolução Full-HD+; o leitor de digitais deve estar integrado ao display.

Por dentro, encontraríamos o processador Snapdragon 675, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento expansível por microSD. A bateria deve ter capacidade de 4.000 mAh e carregamento rápido TurboPower de 18 W.

O diferencial do Motorola One Zoom estará nas quatro câmeras: uma delas possui sensor de 48 megapixels para capturar mais detalhes; haveria também uma ultrawide de 16 MP e um sensor de profundidade.

Por sua vez, a quarta câmera justifica o nome do celular: ela é utilizada para zoom óptico de 2x e zoom híbrido de 5x “praticamente sem perdas na qualidade de imagem”, diz Quandt. Teríamos também dois estabilizadores ópticos de imagem (OIS) e gravação de vídeo 4K a 30 fps.

Motorola One Zoom

Apesar do nome, o Motorola One Zoom deve vir sem suporte ao Android One, pelo menos na Europa. Segundo o WinFuture, ele possui uma integração profunda com a assistente Amazon Alexa: por não rodar uma versão do Android mantida pelo Google, o aparelho não deve ter atualizações garantidas por dois anos.

Quandt também menciona uma câmera frontal de 25 megapixels abrigada em um notch na tela; revestimento P2i contra respingos; e 8,8 mm de espessura para o corpo feito de plástico.

Esperamos ver o Motorola One Zoom durante a feira IFA, que começa no dia 6 de setembro em Berlim. Rumores dizem que ele será lançado em alguns países como Motorola One Pro.

Motorola One Zoom – ficha técnica (vazada):

  • Tela: AMOLED de 6,4 polegadas, Full-HD+ (2340 x 1080), 19:9
  • Processador: Snapdragon 675
  • RAM: 4 GB
  • Armazenamento: 128 GB, expansível por microSD
  • Câmera traseira quádrupla:
    • principal: 48 megapixels, f/1,7
    • ultrawide: 16 megapixels
    • profundidade: 5 megapixels
    • zoom: 8 megapixels, f/2,4, zoom óptico 2x, zoom híbrido de 5x
    • gravação de vídeo 4K a 30 fps, Full-HD a 60 fps, foco por detecção de fase, dois estabilizadores ópticos de imagem
  • Câmera frontal: 25 megapixels, f/2,0
  • Bateria: 4.000 mAh, TurboPower de 18 W
  • Sistema operacional: Android 9 Pie
  • Conectividade: USB-C, Wi-Fi ac dual-band, Bluetooth 5.0
  • Mais: revestimento P2i contra respingos, proteção IP52 contra água e poeira
  • Dimensões: 190 g, 8,8 mm de espessura

Motorola One Zoom

Com informações: WinFuture.

Motorola One Zoom deve ter câmera quádrupla de 48 MP e 4.000 mAh

YouTube libera primeira temporada de Cobra Kai para todos

O YouTube liberou o acesso para a primeira temporada de Cobra Kai, que estava disponível apenas para assinantes do YouTube Premium. A mudança de estratégia da plataforma de vídeos começou recentemente, quando a empresa decidiu que liberaria os conteúdos originais para todos os usuários – com o pagamento feito em forma de anúncios.

Assim como a Netflix e Amazon Prime Video, o YouTube também trabalha com conteúdo original e criou alguns seriados interessantes, como é o caso de Cobra Kai. A história desta série conta o desenrolar de Johnny Lawrence, 30 anos depois dos filmes da franquia Karatê Kid. Este, junto de outros vídeos, era exclusivo para os assinantes do YouTube Premium, mas agora a primeira temporada do seriado já pode ser acessado por todos.

A mudança no YouTube foi anunciada no dia 19 de agosto, quando o site de vídeos do Google disse que parte do YouTube Originals estará disponível para qualquer um, com anúncios funcionando como moeda de troca para os que não assinam o YouTube Premium.

Cobra Kai está no pacote liberado, mas o conteúdo dos assinantes ainda é vantajoso para quem é amante de séries e filmes. Quem paga mensalmente terá acesso liberado para cenas extras e versões do diretor de alguns títulos. Outra vantagem é que o episódio só pode ser baixado para assistir offline por assinantes.

Mesmo com a primeira temporada disponível para todos, a ideia é de uma forma de experimentar o que pode ser encontrado no serviço pago, já que todos os episódios somente poderão ser acessados de graça até o dia 11 de setembro. A partir desta data eles serão substituídos pelos da segunda temporada.

Com informações: Engadget.

YouTube libera primeira temporada de Cobra Kai para todos

Google revela falhas no iOS que permitiam invasão do iPhone

O Google tem uma equipe chamada Grupo de Análises de Ameaças (TAG, na sigla em inglês) e foi ela que identificou várias páginas que, só de serem acessadas, exploravam falhas do iOS. As consequências eram alarmantes: o iPhone poderia ser invadido para roubo de dados do usuário (como fotos ou mensagens do WhatsApp) ou instalação de ferramentas de espionagem.

Em postagem no blog do Project Zero, programa que o Google criou em 2014 com a proposta de descobrir falhas de segurança para a deixar a web mais segura, os pesquisadores da companhia revelam a descoberta de cinco cadeias de ataques que envolvem pelo menos 14 falhas de segurança que afetavam desde o iOS 10 ao iOS 12.

De modo geral, essas cadeias de ataques davam aos invasores acesso raiz (root) ao sistema operacional. Das 14 falhas identificadas, sete tinham relação com o Safari, cinco afetavam o kernel e as outras duas envolviam instâncias do sandbox (uma “área protegida” que limita o acesso de aplicativos a determinados recursos para fins de segurança).

Com o acesso raiz, os invasores podiam instalar aplicativos (para monitorar o usuário, por exemplo), acessar mensagens de serviços como WhatsApp e iMessage, capturar fotos, obter dados de geolocalização em tempo real, entre outros.

A pior parte é que o usuário não precisava realizar nenhuma ação específica. O simples acesso às páginas maliciosas já era suficiente para os exploits entrarem em ação. Se tivessem sucesso, o iPhone do usuário podia ser invadido. O Google estima que esses sites receberam milhares de visitadas.

Como sempre faz, o Google reportou as vulnerabilidades à Apple. Normalmente, o Project Zero estabelece um prazo de 90 dias após a notificação para que a empresa responsável disponibilize correções, do contrário, o Google dispara um alerta público sobre o problema.

Mas, por considerar as falhas muito graves, o Google deu um prazo de apenas sete dias. A Apple foi notificada em 1º de fevereiro de 2019 e liberou as correções em 7 de fevereiro com o lançamento do iOS 12.1.4.

Cadeias de ataques - falhas no iOS (imagem: Google)

Apesar de a Apple ter agido rápido após a notificação, os problemas demoraram para ser corrigidos. O TAG calcula que as falhas foram exploradas por pelo menos dois anos.

Não há estimativas sobre quantos usuários teriam sido afetados, mas o que mais importa é que as vulnerabilidades foram mitigadas, razão pela qual o Google concluiu que este é um bom momento para falar sobre elas.

É recomendável não baixar a guarda, porém. Os especialistas da companhia acreditam que há outras falhas do tipo sendo exploradas.

Com informações: TechCrunch.

Google revela falhas no iOS que permitiam invasão do iPhone

Rastreador Bluetooth da Apple tem design e mais detalhes expostos em arquivos do iOS 13

Ainda ontem, falamos aqui sobre as evidências (encontradas no código do iOS 13) que apontavam para o lançamento futuro de um possível rastreador Bluetooth da Apple — isto é, um dispositivo semelhante ao Tile que utilizaria a tecnologia de rastreamento offline da Maçã para localizar objetos como carteiras, bolsas, chaves e mais pelo novo app Buscar.

Pois não deu outra: o MacRumors meteu a mão na massa (ou melhor, nos arquivos de uma versão interna do iOS 13) e descobriu ainda mais detalhes sobre o tal acessório — além de um suposto design para ele.

O sistema contém uma imagem (ou ilustração) do rastreador que dá uma ideia do seu visual: estamos falando de um dispositivo circular, branco, com uma Maçã centralizada — não há como sabermos o tamanho por não haver um outro objeto para comparação, mas ele deve ser bem pequeno (talvez um pouco maior que uma moeda).

Outros códigos encontrados indicam que o dispositivo será movido a uma bateria substituível (provavelmente aquela bateria de relógio circular), e o sistema emitirá uma notificação quando o nível de bateria estiver baixo, com instruções para trocar o componente.

Aba "itens" no novo app Buscar para objetos rastreados por Bluetooth

Além disso, os achados do MacRumors confirmam que o rastreador terá todo o seu funcionamento baseado no app Buscar. Na versão do iOS 13 analisada pela equipe, o aplicativo conta com uma nova aba, chamada “Itens”, que lista os seus objetos rastreados e oferece uma série de opções — como localizá-los rapidamente ou ativar um alerta, que fará o rastreador emitir um som. Caso você não tenha nenhum item configurado, o app exibirá a imagem abaixo:

Ilustração da aba "Itens" no novo app Buscar

A Apple oferecerá, ainda, algumas opções adicionais. Caso você perca algum dos objetos rastreados, será possível ativar nele um “Modo Perdido”; com isso, caso outro usuário de iPhone se aproxime do objeto, o smartphone dele receberá uma notificação e ele poderá ver suas informações de contato para lhe devolver seu pertence. Há, também, uma configuração para “locais seguros”, útil para objetos que costumam ficar em um local específico. Caso o item saia dessa “cerca”, você receberá uma notificação.

Como falamos no último artigo, é provável que a Apple também adicione altas doses de realidade aumentada ao app Buscar. Nessa nova exploração, o MacRumors descobriu que a empresa adotará um balão vermelho (alô, Pennywise) para ajudar o usuário a localizar um objeto perdido — um dos elementos encontrados no código é uma frase que diz “ande em volta alguns metros e mexa seu iPhone para cima e para baixo até que você veja um balão vermelho”. O balão será usado para indicar onde está o seu objeto.

Balão vermelho utilizado para localizar objetos no app Buscar

É bom notar que a versão interna do iOS 13 analisada pela reportagem é de junho, então alguns dos detalhes aqui descritos podem ter sofrido mudanças nos últimos meses. Como sempre, é salutar aguardar até uma apresentação oficial antes de ficarmos animados com qualquer coisa.

Ainda assim, as evidências são deveras concretas. Vocês pretendem usar o novo acessório da Maçã, quando (ou… se) ele for lançado?