Google Fotos desativa backup de fotos e vídeos do WhatsApp

O Google Fotos vai desativar o backup de fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp. O objetivo é evitar a sobrecarga da internet durante a pandemia do novo coronavírus. Além do aplicativo de mensagens, a medida vale para arquivos de Facebook, Instagram, Messenger, Twitter, Snapchat, Mensagens (iOS), Line, Viber, Helo e Kik.

A mudança foi anunciada no fórum do Google. A empresa explica que, como as pessoas estão compartilhando mais fotos e vídeos durante a pandemia, o recurso “backup e sincronização” será desabilitado por padrão para aplicativos como WhatsApp, Mensagens e Kik. O XDA Developers informa que a decisão também vale para os outros aplicativos mencionados anteriormente.

Ainda não há informações sobre por quanto tempo a opção permanecerá desativada, mas ela deverá ser implementada a partir desta segunda-feira (29). A mudança também será informada aos usuários por meio de um alerta no aplicativo. Enquanto a medida valer, o Google sugere que as pessoas passem a fazer backup de fotos específicas, e não mais de tudo o que é recebido nos aplicativos.

Para voltar a ter o backup automático de fotos e vídeos, será preciso fazer ajustes nas configurações do Google Fotos. A área permite fazer backup de pastas do dispositivo, incluindo as que são criadas por outros aplicativos.

O Google tem adotado desde março medidas para evitar congestionamentos da rede na pandemia. A empresa reduziu a qualidade de exibição de fotos no Chromecast e de vídeos no YouTube. Outros serviços de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay também adotaram medidas semelhantes.

Com informações: Android Police.

Google Fotos desativa backup de fotos e vídeos do WhatsApp

Apple A12Z é mais rápido em emulação que Surface Pro X em modo nativo

Os desenvolvedores começaram a receber o kit de transição para desenvolvedores — um Mac Mini com Apple A12Z — que ajudará a preparar aplicativos para futuros processadores Apple Silicon. Alguns usuários publicaram benchmarks do dispositivo e os números chamaram a atenção: o desempenho do Rosetta, ferramenta de emulação x86_64 no macOS Big Sur, é maior que do Microsoft Surface Pro X rodando código ARM de forma nativa.

Foto por Radek Pietruszewski/Twitter

O Mac Mini em modo de emulação x86_64 obteve 811 pontos, em média, no teste single-core do Geekbench (os valores ficaram entre 736 e 844). Enquanto isso, o teste multi-core resultou em uma pontuação média de 2.781 (entre 2.582 e 2.962).

O Surface Pro X com processador Surface SQ1, versão personalizada do Qualcomm Snapdragon 8cx, teve pontuação média de 712 no teste single-core (entre 511 e 771) e 2.751 no multi-core (entre 2.236 e 3.013). O Tecnoblog calculou as médias considerando os vinte e cinco testes mais recentes.

Tanto o Mac Mini como o Surface Pro X realizaram testes do Geekbench na versão 5.2; este benchmark permite comparar o desempenho de diferentes plataformas, e roda de forma nativa no Windows on ARM desde 2018.

Apple A12Z pode ser mais rápido que Intel Core i5

Vale notar duas coisas: a emulação x86_64 do Rosetta parece estar usando só quatro núcleos do processador Apple A12Z (ele é octa-core); e a frequência é ligeiramente menor que no iPad Pro lançado este ano (2,4 GHz no Mac Mini contra 2,49 GHz no tablet).

É surpreendente que o processador da Apple em modo de emulação seja mais rápido que o chip da Qualcomm rodando código nativo. Isso pode ser um indicativo do desempenho que veremos em futuros computadores com Apple Silicon. Teremos uma ideia melhor quando vierem os benchmarks do Mac Mini rodando código nativo, em vez do emulador x86.

Vale lembrar que o iPad Pro com A12Z tem médias 1.118 (single-core) e 4.625 (multi-core); enquanto um MacBook Air 2020 com Intel Core i5-1030NG7 quad-core chega a 1.200 e 3.500, respectivamente. Em ambos os casos, o Geekbench foi rodado de forma nativa: ARM no iPad, x86 no notebook.

Com informações: MacRumors.

Apple A12Z é mais rápido em emulação que Surface Pro X em modo nativo

Consoles, PCs e outros eletrônicos têm alta de até 32% no preço

Surpreendendo um total de pouquíssimas pessoas, um levantamento mostrou que boa parte do setor de eletrônicos teve os preços médios elevados em até 32% desde fevereiro deste ano. O maior aumento está nos consoles, seguido de filmadoras e impressoras.

Desde o começo do mês de fevereiro, o dólar acumula alta de 28% (saindo de R$ 4,28 em primeiro de fevereiro para R$ 5,40 na cotação desta segunda-feira, 29) e tudo parou com a pandemia de coronavírus, causador da COVID-19, já no mês seguinte. O resultado, como era de se esperar, está em preços mais elevados para praticamente qualquer coisa que está em algum mercado.

Um levantamento feito pelo site Zoom mostra que em fevereiro o preço médio do segmento dos consoles era de R$ 1.546,12, indo para R$ 2.040,04 em maio, fechando 32% de aumento. O segundo lugar da lista está nas filmadoras, que partiram de um valor médio registrado de R$ 1.840,78 em fevereiro e foram para R$ 2.377,76 no mês passado, somando 29% de alta.

Do outro lado da notícia ruim, alguns produtos conseguiram registrar queda nos preços médios. O maior deles é o valor de um smartwatch, que partiu de R$ 1.028,07 para R$ 806,71 no mesmo período, caindo 21,5%. As TVs ficaram 7% mais baratas (menos caras?) quando desceram de R$ 2.164,06 para R$ 2.017,13. Só os leitores de livros digitais ficaram praticamente estáveis, com preço médio de R$ 376 em todo o período analisado.

O dólar alto afeta não somente os produtos importados, mas também os que são feitos por aqui, já que boa parte dos componentes que entram na linha de montagem não são fabricados no Brasil. A pandemia de COVID-19 agrava a situação com uma cereja no bolo, pois desacelera fábricas, o comércio e dificulta a logística.

Além de eletrônicos, eu venho me assustando no supermercado mesmo. E você?

Consoles, PCs e outros eletrônicos têm alta de até 32% no preço

Rótulos do Twitter em publicações políticas: censura ou combate às fake news?

Twitter e Donald Trump estão em guerra. O presidente americano é alvo constante do “filtro” do passarinho azul, que passou a rotular publicações duvidosas de Trump como “mídia manipulada”, “glorificação da violência” e, em algumas situações, chegou até a remover tweets da plataforma.

Os conflitos entre Trump e o Twitter

Não há dúvidas de que a gestão Trump será marcada pelas declarações no Twitter. Desde que assumiu o poder, em 2016, o líder dos Estados Unidos usa a rede social para se comunicar com apoiadores, atacar adversários e até anunciar medidas que afetam outros países, como fez ao declarar que iria retomar as taxas sobre o alumínio e o aço do Brasil e da Argentina, em dezembro do ano passado.

Foto por Gage Skidmore/Flickr

Ainda que utilize o Twitter assiduamente, Trump demonstra não ter mais apreço por esse meio de comunicação. Não é de hoje que o Twitter interfere e exibe selos em publicações do americano. Entretanto, nos últimos meses, os rótulos têm surgido constantemente na conta de Donald Trump e sempre em assuntos que estão em pauta na sociedade.

O embate se intensificou em maio de 2020, quando o republicano criticou as eleições por cédulas via correio. “Caixas de correio serão roubadas, as cédulas serão falsificadas e até impressas ilegalmente”, escreveu Trump.

Tweet de Donald Trump

Logo em seguida, a rede social adicionou — pela primeira vez — um selo ao tweet com a mensagem: “Conheça os fatos sobre as cédulas por correio” e um hiperlink que direciona para uma página com conteúdos de veículos de imprensa, que desmentem a afirmação dele.

Em resposta, Trump assinou uma ordem executiva (algo semelhante a um decreto no Brasil), que altera a Seção 230 da Lei de Decência das Comunicações, limitando proteções a gigantes da tecnologia, como Google, Facebook e, claro, o Twitter. A Seção 230 dá respaldo para essas empresas, deixando elas imunes de responsabilidade legal pelas publicações de seus usuários.

Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR - 08/07/2019)

Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR – 08/07/2019)

Trump, porém, não é o único a receber o selo por propagar informações inverídicas. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro chegou a ter duas publicações excluídas do Twitter por violar as regras da plataforma. O presidente venezuelano Nicolás Maduro também foi alertado pela rede social, assim como o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

Jair Bolsonaro no Twitter

As advertências do Twitter, sobretudo nos tweets de Donald Trump, desencadearam uma discussão complexa: o Twitter pode intervir nas postagens de seus usuários em qualquer situação? A empresa pode abrir caminho para a censura em mídias sociais?

Como fica a liberdade de expressão nas redes sociais

Especialistas ouvidos pelo Tecnoblog avaliam que as mídias sociais podem abusar e ferir a liberdade de expressão em alguns momentos. Para evitar isso, é imprescindível ter regras claras, para que os usuários possam ter ciência do que poderá ser banido. Ainda assim, há opiniões distintas sobre o tema.

“A mesma tecnologia que permite o máximo exercício da liberdade de expressão, também pode ser utilizada para manipular e para censurar”, alerta Patricia Peck, advogada especializada em direito digital, que defende a neutralidade das redes.

Ela afirma que estamos em um momento desafiador e que há abusos em todos os lados. Para Peck, é preciso um equilíbrio saudável neste momento.

Feed Twitter

“Se não houver regras mais claras, para tratar especificamente este novo contexto, corremos o risco de que haja o predomínio do mais forte, daquele que detém o poder da informação e isso está com as plataformas digitais. Precisa haver critérios para permitir ao próprio cidadão exercer sua livre escolha, sua livre opinião, e acima de tudo, assumir a responsabilidade sobre seus atos”, declara.

Já Cláudia Silva, que é pesquisadora e professora universitária de Mídias Digitais e Interação Humano-Máquina em Lisboa (Portugal), enxerga a posição do Twitter como “positiva e exemplar”, especialmente pelo período atual: eleições 2020 e a pandemia de coronavírus.

Para Silva, é preciso ampliar o debate e considerar que estamos falando de empresas de tecnologia (Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp, Google).

“São empresas tecnológicas. O problema reside nesta designação. Não são empresas editoriais nem produtoras de conteúdos. Isto quer dizer que legalmente estas empresas de tecnologia não são responsáveis pelos conteúdos que os seus utilizadores produzem e publicam nas suas plataformas”.

Sobre ferir a liberdade de expressão, ela acredita que depende de dois fatores: o contexto e como a publicação foi feita. “[No caso de Trump na polêmica do voto por correio], o que o Twitter fez foi assinalar/rotular/etiquetar a informação que o presidente dos EUA publicou”.

“Lembremos que não é a primeira vez que Trump e o Twitter estão envolvidos num debate sobre censura. Em Julho de 2019, um juiz federal proibiu Trump de bloquear seguidores no Twitter por considerar inconstitucional um chefe de Estado barrar os seus críticos em fóruns online, impedindo-os de interagirem consigo. A atitude de Trump foi considerada uma censura pelo juiz”, recorda Silva.

Protesto nos Estados Unidos / foto: Koshu Kunii

Isso ainda nos faz lembrar que, diferentemente de outros países, a liberdade de expressão nos Estados Unidos é mais “ampla”, blindando até mesmo mensagens ofensivas de punições do governo. Está na Primeira Emenda da Constituição: o Estado não pode limitar a liberdade de expressão.

“No sistema norte-americano a liberdade de expressão normalmente não se aplica ao setor privado”, lembra Christian Perrone, pesquisador sênior da área de Direito e Tecnologia do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS). “O governo não pode restringir a liberdade de expressão e deve zelar por ela, mas o setor privado pode se beneficiar dessa liberdade, mas em tese pode restringir alguns discursos”.

“Por exemplo, uma escola não precisa permitir que entrem videogames violentos nas salas de aula. Videogames violentos são legais, e protegidos por liberdade de expressão, mas a escola pode restringir a sua circulação sem violar a liberdade de expressão. Já o Estado impedir, aí precisa de uma justificativa legítima”, explica Perrone.

O que diz o Twitter

Em entrevista ao Tecnoblog, Fernando Gallo, gerente de políticas públicas do Twitter Brasil, esclarece que a rede social “não remove ou adiciona avisos a tweets com base em sua veracidade, uma vez que a empresa não infere nem classifica o que é verdadeiro ou falso”.

As publicações são removidas a partir de diferentes regras, como conteúdo abusivo, conduta de ódio, ameaças violentas ou informações que possam levar as pessoas a sofrer danos, ou prejuízos no mundo real (offline), explica.

Twitter

Com relação aos rótulos, Fernando salienta que o objetivo do Twitter é dar contexto em publicações com “mídia sintética ou manipulada” ou quando apresentam informações duvidosas. “Nossa intenção é ampliar o acesso das pessoas a informações sobre os temas em questão nos tweets”.

E completa: “Queremos, com isso, tornar mais fácil o acesso a fatos e contribuir para a tomada de decisões informada a respeito do que é visto na plataforma. Ao introduzir contexto, damos às pessoas a oportunidade de acessar diferentes fontes de informação para que elas façam sua própria interpretação e julgamento”.

Entenda os rótulos do Twitter

Interesse público

O Twitter adiciona uma advertência em conteúdos que infringem as regras da rede social, porém não há a remoção do tweet porque plataforma entende como ser de “interesse público”. Esse tipo de alerta, no entanto, só aparece em perfis de:

  • representantes e funcionários de governos;
  • políticos e candidatos a um cargo público;
  • pessoas que poderão assumir um cargo em governos (sucessor, por exemplo).

Além disso, o Twitter considera que a conta deve ter mais de 100 mil seguidores e deve ter o selo de verificado.

Exemplo: pode aparecer em perfis de presidentes, ministros de Estado, deputados, senadores, governadores, prefeitos.

Mídia sintética ou manipulada

O selo “mídia manipulada”, ou com outro alerta semelhante, pode ser introduzido em qualquer conta no Twitter. Trata-se de uma medida recente, que entrou em vigor no dia 5 de março de 2020 e poderá aparecer em conteúdos manipulados, seja vídeo, áudio ou imagens.

A partir disso, a rede social pode dar contexto ao que foi compartilhado, fornecendo um hiperlink para o Moment, onde será possível ter esclarecimentos sobre o tema abordado.

Exemplo: Donald Trump já compartilhou um vídeo manipulado no Twitter; a rede social exibiu o aviso.

O Facebook no meio de tudo isso

Facebook Mark Zuckerberg

O Facebook, que também é controlador do Instagram e do WhatsApp, se mostra mais retraído no meio desse debate. Ainda que ambas as redes tenham políticas parecidas para conteúdos que exaltam a violência (Facebook | Twitter), a empresa de Mark Zuckerberg tem posição contrária a interferência e exibição de rótulos.

Após a polêmica das eleições por correio no Twitter, Zuckerberg concedeu uma entrevista para o canal Fox News, onde disse que plataformas digitais não devem atuar como “árbitro da verdade”.

“Ao contrário do Twitter, não temos uma política de colocar um aviso nas publicações porque acreditamos que se uma publicação incitar à violência, deve ser removida independentemente”, escreveu Zuckerberg em sua conta oficial. O CEO do Facebook ainda ressalta que sua empresa está “comprometida com a liberdade de expressão”.

No texto, ele ainda se refere a uma publicação polêmica de Donald Trump no auge das manifestações contra a morte de George Floyd. “Quando o saque começar, o tiroteio começará”, escreveu o presidente nas duas redes sociais, ameaçando os manifestantes.

Tweet de Donald Trump com alerta do Twitter

O Twitter resolveu “esconder” a publicação de Trump por considerar que enaltece a violência; a empresa não removeu o post por julgar ser de “interesse público”. O Facebook, por sua vez, não interveio.

“Continuaremos a apontar informações incorretas. Nossa intenção é conectar os pontos de declarações conflitantes e mostrar as informações em disputa para que as pessoas possam julgar por si mesmas”, declarou Jack Dorsey, CEO da Twitter.

Jack Dorsey, CEO do Twitter

Jack Dorsey, CEO do Twitter

O Tecnoblog apurou que a posição do Facebook no Brasil está alinhada ao que defende Mark Zuckerberg, ou seja, a empresa de tecnologia não é o árbitro da verdade e, por ora, a companhia não pensa em interferir em conteúdos dos usuários com selos.

Sobre as fake news, atualmente o Facebook não exclui notícias falsas que circulam em sua plataforma. No entanto, ela limita o alcance dessas publicações. A política fraca do Facebook já fez a empresa perder 100 anunciantes nos Estados Unidos.

Para Arthur Igreja, professor da FGV e especialista em Inovação e Tecnologia, o Twitter está se posicionando em uma direção mais firme, enquanto o Facebook se mostra isento como uma forma de estratégia. “Zuckerberg reforça que não tem responsabilidade pelos conteúdos postados ou eventuais danos à democracia. É uma estratégia para ser o maior possível e para ninguém bater de frente”, crítica.

Os rótulos podem ser bem-vindos nas Eleições 2020

Os rótulos do Twitter mostram o quanto a plataforma deseja estar preparada para as eleições 2020, analisa o advogado Sandro Caldeira. “O grande foco [do Twitter] são as eleições americanas, marcadas para novembro, na tentativa de evitar que tais publicações possam gerar uma manipulação em massa dos eleitores. Aqui no Brasil também”.

Urna eletrônica / Foto: Elza Fiúza/ABr

Urna eletrônica / Foto: Elza Fiúza/ABr

Entretanto, o rótulo sozinho não é suficiente para combater os difusores de fake news. “Talvez uma boa forma de lidar com a questão é desincentivar a ‘indústria da desinformação’, as estruturas por de trás que organizam e financiam as campanhas de desinformação”, analisa Christian Perrone.

“Nesse sentido, para as eleições, seria bom contar além da ação das plataformas, também como algo muito pontual e específico que ficasse na regulação e controle do financiamento e organização de campanhas estruturadas com o intuito de gerar desinformação”, diz.

Perrone pondera que a manipulação da informação pode trazer sérios danos para o sistema democrático. Ele lembra, por exemplo, o escândalo da Cambridge Analítica.

Donald Trump

Foto por Gage Skidmore/Flickr CC

“O caso da Cambridge Analítica mostrou como o uso coordenado e estruturado de manipulação de informação e de desinformação em si mesmo pode causar muitos danos, um dos mais importantes é o desincentivo de participar das eleições — chamado de supressão de votos”.

Facebook e Twitter adotam políticas semelhantes no combate à desinformação. Ambas trabalham para fomentar a educação midiática, e contam com parceria com agências de checagem de fatos.

O boom das fake news durante a pandemia

Notícias falsas sobre a pandemia de coronavírus não param de circular nas redes sociais e os números mostram claramente isso. Pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), analisaram as fake news que mais circularam em mídias sociais nos meses de março, abril e maio, reportadas no aplicativo Eu Fiscalizo.

O estudo foi divido em duas fases e revela um aumento expressivo de informações distorcidas durante a pandemia. Na primeira etapa, entre 17 de março e 10 abril, os pesquisadores analisaram que, entre as publicações recebidas através do app, 4,3% dos conteúdos apontavam que o novo coronavírus faz parte de uma estratégia política.

Depois, esse número subiu surpreendentemente para 24,6% na segunda fase, entre 11 de abril e 13 de maio.

COVID-19 / foto: Martin Sanchez

Temas como métodos caseiros para evitar a contaminação, procedimentos para se curar da doença (COVID-19), informações inverídicas sobre o distanciamento social e até “notícias” que associam a pandemia a golpes bancários também foram apresentados no estudo.

Outro levantamento feito pelo Aos Fatos entre 20 de fevereiro e 8 de abril revelou que o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) foi o parlamentar que mais compartilhou notícias falsas sobre a pandemia no Twitter. Atrás dele, estão outros nomes ligados à extrema-direita: Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicks (PSL-DF) e Marco Feliciano (Republicanos-RJ).

Vale lembrar que o Twitter já colocou um alerta em uma postagem de Osmar Terra. No conteúdo, o deputado põe em dúvida a eficácia do isolamento social: “Insisto que a quarentena aumenta os casos do coronavírus”, declarou. Logo em seguida, o Twitter adicionou um aviso na publicação e manteve ela no ar por classificar como de interesse público.

Tweet do Osmar Terra com aviso do Twitter

Como mostra o Aos Fatos, parlamentares de oposição também disseminaram informações inverídicas no Twitter. São eles: Margarida Salomão (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS) e Bohn Gass (PT-RS). A lista completa está disponível para visualização de todos (Google Planilhas).

O combate à desinformação se tornou um gargalo no mundo contemporâneo. Há muito tempo que pesquisadores de mídia alertam que empresas de tecnologia (redes sociais) precisam ter um papel mais ativo para reprimir os criadores de notícias falsas, diz Cláudia Silva.

“Temos de continuar observando de forma crítica como estas empresas de tecnologia conduzem estas medidas de verificação da informação. É importante salientar que estas empresas não são propriamente inocentes. Pelo contrário, elas têm colonizado o espaço informacional global”, finaliza Silva.

Rótulos do Twitter em publicações políticas: censura ou combate às fake news?

Google vai expandir exibição gratuita de produtos nas buscas

Em abril, o Google Shopping passou a exibir determinados produtos gratuitamente como forma de ajudar lojistas no enfrentamento da epidemia de coronavírus (COVID-19). A iniciativa teve resultados positivos, por isso, nesta segunda-feira (29), o Google anunciou que a exibição gratuita de produtos vai ser expandida.

Em muitos países, as compras online aumentaram drasticamente nos últimos meses, seja por conta de lojas que passaram a vender só pela internet, seja pela decisão de usuários precavidos de evitar ao máximo sair de casa.

Em função disso, lojistas que tinham pouca ou nenhuma familiaridade com plataformas online se viram forçados a se adaptar a elas. Além disso, muitas empresas que já vendiam pela internet tiveram que reforçar suas operações nessa modalidade.

Para auxiliar e incentivar esses negócios, os resultados do Google Shopping passaram a priorizar “listagens de produtos gratuitas” — em condições normais, a plataforma cobra pelos anúncios valores que mudam de acordo com o termo pesquisado e com os lances de concorrentes.

Pouco mais de dois meses depois, o Google explica que, nos Estados Unidos, essa decisão ajudou lojistas a terem mais visibilidade e engajamento online. “Vendedores de todos os portes estão se beneficiando desse tráfego incremental, principalmente pequenas e médias empresas”, diz a companhia em nota.

Google - anúncios gratuitos

Por conta disso, o Google vai expandir a iniciativa com a exibição gratuita de listagens de produtos no topo das páginas de resultados do buscador, o que deve aumentar ainda mais as vendas das lojas. Atualmente, essa área é preenchida com links patrocinados (anúncios pagos) da rede do Google Ads.

Inicialmente, os anúncios gratuitos serão exibidos no Google para dispositivos móveis e, depois, nas buscas para desktops. As listagens gratuitas no Google Shopping continuarão sendo mostradas.

Por ora, a iniciativa é válida para os Estados Unidos, mas, em abril, o Google comentou que a intenção é disponibilizar anúncios gratuitos em vários países até o fim do ano.

Tecnocast 149 — Empreendedorismo sem autoajuda

Se você busca conteúdo sobre empreendedorismo, com certeza já encontrou materiais que soam mais como autoajuda. Agora é hora de deixar esse mindset de lado e falar sobre empreendedorismo de verdade!

No Tecnocast 149, recebemos dois convidados de peso para falar sobre o Google for Startups, iniciativa do Google que pode dar um gás na sua startup. Interessou? Dá o play e vem com a gente.

Google vai expandir exibição gratuita de produtos nas buscas

TIM e Vivo deverão ressarcir clientes no Paraná por mau funcionamento

As operadoras TIM e Vivo deverão ressarcir clientes de telefonia móvel em 31 municípios do Paraná. Uma decisão da 2ª Vara Federal do município de Maringá aponta que as operadoras forneceram serviço abaixo das condições definidas pela Anatel e obriga devolução de 5% do valor cobrado, com juros e correção monetária. A Nextel também recebeu punição, mas apenas em nove cidades.

As ações foram movidas pelo Ministério Público Federal, que também pediu à Justiça que imponha punição para a Anatel pela ineficiência e omissão na fiscalização dos serviços. No entanto, o juiz Marcos César Romeira Moraes julgou improcedência nesse pedido.

As operadoras deverão restituir o correspondente a 5% do valor cobrado pela prestação nos meses que indicador de qualidade ficou abaixo da meta, com o período máximo de cinco anos. A Justiça levou em conta o índice da própria Anatel, que mensura a desconexão de dados móveis e chamadas de voz.

Além disso, Vivo e TIM ficam obrigadas a adotar ações necessárias para que nenhum município alcance resultados abaixo de 85% nos indicadores de acesso de rede de voz ou dados 2G, 3G ou 4G, e que o índice de queda de voz e dados não ultrapasse 5%. As operadoras deverão comunicar os clientes sobre o ranking de qualidade da Anatel; caso descumpram as metas, elas poderão receber multa de até R$ 10 milhões.

Nextel deverá ressarcir cerca de 100 clientes

A Nextel também terá de ressarcir clientes por mau funcionamento. Na prática isso não fará tanta diferença pra empresa, que mantém cerca de 100 linhas ativas em todos os nove municípios listados no processo.

A verdade é que a Nextel abandonou o mercado nacional e manteve atuação e rede própria apenas em São Paulo e Rio de Janeiro. Os demais estados são atendidos através de roaming graças a um acordo com a Vivo, sem presença comercial para venda de novas linhas.

No final de 2019, a Claro concluiu a compra da Nextel. O negócio custou em torno de R$ 3,85 bilhões e sofreu tentativas de restrição por parte da TIM.

Municípios do Paraná que receberão ressarcimento

TIM Vivo Nextel
Ângulo
Astorga
Cambira
Colorado
Cruzeiro do Sul
Floraí
Floresta
Flórida
Iguaraçu
Indianópolis
Itaguajé
Itambé
Ivatuba
Jandaia do Sul
Japurá
Jussara
Lobato
Lupionópolis
Mandaguaçu
Mandaguari
Marialva
Maringá
Nova Esperança
Ourizona
Paranacity
Paranapoema
Sabáudia
Santo Inácio
São Jorge do Ivaí
São Tomé
Sarandi
Ângulo
Astorga
Cambira
Colorado
Cruzeiro do Sul
Floraí
Floresta
Flórida
Iguaraçu
Indianópolis
Itaguajé
Itambé
Ivatuba
Jandaia do Sul
Japurá
Jussara
Lobato
Lupionópolis
Mandaguaçu
Mandaguari
Marialva
Maringá
Nova Esperança
Ourizona
Paranacity
Paranapoema
Sabáudia
Santo Inácio
São Jorge do Ivaí
São Tomé
Sarandi
Ângulo
Floraí
Floresta
Iguaraçu
Itaguajé
Itambé
Maringá
São Jorge do Ivaí
São Tomé

Com informações: Telesíntese

TIM e Vivo deverão ressarcir clientes no Paraná por mau funcionamento

Promoções do dia na App Store: Lettergraf, Be Focused Pro, Sprite Pencil e mais!

Para esta segunda-feira, confira e aproveite a nossa seleção de promoções nas App Stores!

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Em cada quebra-cabeça, um determinado grupo de letras serão os seus pontos base, que não podem ser movidos e são suas únicas dicas. Você precisa mover outros blocos de letras ou girar para conseguir formar palavras válidas.


Ícone do app Lettergraf

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N/D
Nota na App Store

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Dicas estão disponíveis em caso de falta de movimentos, em qualquer uma das 100 fases. Confira um vídeo:

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