TikTok vai pagar US$ 2 bilhões para atrair criadores de conteúdo

O Instagram estaria pagando centenas de milhares de dólares para influenciadores do TikTok publicarem vídeos no Reels, sua seção de vídeos curtos. Agora, foi a vez do TikTok anunciar que investirá mais de US$ 1 bilhão até 2023 em seu programa para criadores nos Estados Unidos. A empresa afirma ainda que vai superar a marca de US$ 2 bilhões gastos globalmente para atrair usuários com muitos seguidores.

Deste valor, a rede social pretende investir US$ 300 milhões em um fundo voltado para influenciadores na Europa. O valor será oferecido por três anos, sendo US$ 70 milhões apenas no primeiro momento. O plano de investimento para atrair criadores de conteúdo marca os dois anos da transição do Musical.ly para o TikTok e deve ter mais detalhes revelados nas próximas semanas.

Em comunicado, o TikTok destacou outras ações que ajudam influenciadores a ganharem dinheiro com suas contas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa tem um fundo para estimular a presença de professores em sua plataforma e uma ferramenta para marcas encontrarem criadores que tenham mais relação com suas campanhas publicitárias.

TikTok está na mira de autoridades dos EUA

Enquanto disputa influenciadores com o Instagram, o TikTok também precisa lidar com o risco de um bloqueio nos EUA. No início de julho, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que o país considera banir a plataforma de vídeos curtos e outros aplicativos chineses sob a alegação de riscos à privacidade dos usuários.

“Estamos levando isso muito a sério e certamente estamos analisando”, afirmou. O TikTok, por sua vez, afirma que os dados de usuários dos EUA são armazenados em território americano e que seus demais data centers ficam fora da China e, portanto, não têm ligação com o governo do país asiático.

TikTok vai pagar US$ 2 bilhões para atrair criadores de conteúdo

Sony vai testar carro elétrico Vision-S nas ruas de Tóquio

A Sony anunciou nesta semana que avançou nos testes do Vision-S, carro conceito com motor elétrico que a empresa japonesa está desenvolvendo. Neste momento o veículo está na capital japonesa, depois de ser criado e passar os últimos tempos na Califórnia, nos Estados Unidos.

O veículo é um sedan com visual típico dos carros elétricos da Tesla, desenvolvido pela própria Sony e em parceria com marcas como Bosch, BlackBerry, Continental, Nvidia e Qualcomm. Ele conta com muitos recursos dentro da lataria que protegem o conjunto de baterias e os ocupantes do carro. A primeira aparição do Vision-S aconteceu durante a CES deste ano e foi uma das surpresas do evento – afinal de contas, quem esperava a Sony apresentando um carro?

Ele chega em velocidade máxima de 240 km/h e não tenta ser tão esportivo quanto um Tesla, mas marca 544 cavalos de força. O que importa nem é este detalhe, mas sim os 33 sensores que estão espalhados pelo veículo em muitos pontos, junto de uma tela extremamente larga e que ocupa quase que toda a área entre a perna das pessoas que estão no banco da frente e o vidro do para-brisa.

Por dentro todos estes sensores e sistemas alimentam o cérebro do veículo para inteligência artificial e o protótipo pode tirar proveito das redes 5G. Além de ajudar com informações importantes sobre a viagem, a conexão pode ser utilizada para atualizar o firmware do carro. Estes updates, assim como nos Teslas e no seu smartphone, podem trazer correções de segurança ou novas funções.

Assim como os principais lançamentos neste tipo de carro, existe alguma forma de condução autônoma no Vision-S e ela está categorizada no nível 2. Isso significa que o carro pode acelerar, frear e controlar a direção, mas o motorista precisa estar atento e pronto para tomar a direção a qualquer momento.

O Vision-S nasceu como um protótipo e deve continuar assim, já que é pouco provável que a Sony entre de cabeça no mundo dos carros. Durante a apresentação na CES, o próprio Kenichiro Yoshida, CEO e presidente da Sony, afirmou que a plataforma do carro é utilizada para mostrar ao mundo estes sensores e a tecnologia de entretenimento da empresa.

Ele deve continuar assim, como uma área de exemplo dos sensores CMOS para carros, do LiDAR de longa distância para detecção de objetos, além do reconhecimento dos ocupantes com câmeras ToF, que ajudam no trabalho de saber se o motorista está ou não prestando atenção na estrada. Alguns destes sensores já estão em veículos de outras empresas, como nos Lexus ES, NX e UX, além dos Toyota Crown, Alphard/Vellfire e no Corolla Sports.

Com informações: Sony.

Sony vai testar carro elétrico Vision-S nas ruas de Tóquio

Copiar é mais rápido que inovar, dizem funcionários do Facebook

Em e-mails internos do Facebook, divulgados pela Câmara dos Estados Unidos, funcionários revelaram que copiar é mais rápido do que inovar. A afirmação apareceu justamente quando o assunto de desenvolvimento de apps internos estava em voga, poucos anos antes do Instagram copiar o Snapchat.

Foto por Anthony Quintano/Flickr

A troca de mensagens aconteceu em 2012 e tem Mark Zuckerberg, diretor executivo do Facebook, na lista de remetentes. Em um dos momentos, o executivo dono do Facebook afirma que “na China existe uma forte cultura de clonar coisas de forma muito rápida e de criar diversos produtos no lugar de focar em apenas uma coisa por vez”.

Zuckerberg continua e diz que entende a queda na qualidade que copiar outros pode acarretar, mas afirma que o crescimento do mercado torna difícil identificar quem é o original e quem é o clone. Exemplos de recursos clonados pelo lado chinês estão em partes do Pinterest, Tumblr, Voxer que foram levados para outras plataformas do país asiático.

Outro executivo afirma que “copiar é definitivamente mais rápido”. Ele comenta que em 2007 conseguiu criar uma rede social na Índia muito parecida com o Facebook, com o trabalho de três ou cinco pessoas. “Os caras que copiam também não perdem tempo lançando produtos que eles notaram que não funcionam tão bem. Eles só copiam qualquer coisa que já funciona ou que pode gerar dinheiro”, complementa.

A conversa prossegue com um “eu adoraria ser muito mais agressivo e ágil ao copiar a interface dos concorrentes até a última milha”, com “vamos copiar o Pinterest!” saindo de um remetente que teve o nome removido no documento disponibilizado.

No final dois nomes estão na mensagem mais recente da lista: Roger e Snap. Muito provavelmente Snap é o Snapchat e o papo foi de 2012, quatro anos antes do Instagram lançar os stories que se apagam em 24 horas e que são literalmente uma cópia do mesmo recurso lá do Snapchat. Vale lembrar também que foi em 2012 que o Facebook comprou o Instagram por US$ 1 bilhão.

A mais recente cópia do Facebook também envolve o Instagram e é o Reels, que segue exatamente o mesmo formato de vídeos do TikTok.

Com informações: The Verge.

Copiar é mais rápido que inovar, dizem funcionários do Facebook

Google é acusado de usar buscador para prejudicar concorrentes

O CEO do Google, Sundar Pichai, foi questionado sobre as suspeitas de que a empresa tenha roubado conteúdo e usado o seu buscador para prejudicar concorrentes. Em audiência com Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Tim Cook, o executivo ouviu do representante David Cicilline que a empresa copiou informações de sites como Yelp.

Cicilline mencionou e-mails enviados há mais de dez anos em que funcionários do Google mostram sua preocupação com sites que estavam registrando aumento de audiência. De acordo com o parlamentar, documentos obtidos na investigação da Câmara dos EUA apontam que a companhia “começou a temer a competição de certos sites e páginas que poderiam desviar o tráfego e a receita de pesquisa do Google”.

“Esses documentos mostram que a equipe do Google discutiu ‘a ameaça de proliferação’ que essas páginas representam. Qualquer tráfego perdido para outros sites era uma perda de receita. Um dos memorandos do Google observam que alguns sites estavam recebendo ‘muito tráfego’”, afirmou Cicilline.

Para não perder usuários, a empresa teria usado conteúdo de terceiros, como avaliações de restaurantes e outros estabelecimentos no Yelp. Segundo Cicilline, o serviço reclamou diretamente com o Google sobre a cópia dos conteúdos, mas recebeu a ameaça de que suas páginas seriam retiradas da busca, o que, na prática, faria a empresa desaparecer da internet. “Isso não é anticompetitivo?”, questionou o parlamentar.

Pichai, por sua vez, não respondeu à pergunta de maneira direta. “Quando eu administro a empresa, estou realmente focado em dar aos usuários o que eles querem. Nós nos conduzimos ao mais alto padrão”, afirmou.

O executivo também foi indagado se o Google já usou suas ferramentas de rastreamento de audiência em sites para identificar futuras ameaças competitivas. Mais uma vez, não houve uma resposta clara. “Assim como outras empresas, tentamos entender as tendências de dados que podemos ver e usamos isso para melhorar nossos produtos para os usuários”.

Para Cicilline, o problema é o modelo de negócios da empresa, que leva a práticas anticompetitivas. “Nossos documentos mostram que o Google evoluiu de uma catraca do resto da web para um jardim murado que mantém cada vez mais os usuários em seus sites”, afirmou.

Com informações: The Verge.

Google é acusado de usar buscador para prejudicar concorrentes

Telegram abre queixa de monopólio contra Apple na Europa

Depois de Pavel Durov, criador do Telegram, ter feito duras críticas às regras da App Store, o serviço formalizou uma queixa antitruste contra a Apple na Comissão Europeia. Para a plataforma de mensagens, a companhia deveria permitir que os usuários instalem softwares que não estão disponíveis na loja de aplicativos do iPhone.

É o que aponta o Financial Times. De acordo com o veículo, o Telegram relata, na reclamação, que tentou lançar uma plataforma de jogos na App Store em 2016, mas foi impedido sob o argumento de que a iniciativa violaria as regras impostas pela Apple.

Para não ser excluído da plataforma, o Telegram desistiu do projeto, mas declarou que esse é “um exemplo da capacidade da Apple de frear a inovação graças ao seu ‘poder monopolístico’ sobre o mercado de aplicativos”.

Como já dito, a queixa vem na esteira das críticas de Durov contra a Apple. Entre vários outros pontos, ele argumenta que a companhia acaba censurando o que é permitido na App Store para manter pleno controle sobre a plataforma e, assim, aplicar a taxa de 30% sobre os aplicativos vendidos.

Por ora, não dá para saber se esses argumentos terão alguma validade para a Comissão Europeia. O fato é que a Apple está na mira da entidade. Duas investigações antimonopólio contra a companhia estão sendo conduzidas na União Europeia, uma delas envolvendo justamente a App Store.

A investigação foi iniciada depois de Spotify e Kobo (subsidária da Rakuten) se queixarem formalmente da taxa de 30% cobrada sobre aplicativos, proporção considerada anticompetitiva pelas reclamantes.

Apenas para deixar claro: a queixa feita pelo Telegram na União Europeia não têm relação direta com a investigação antitruste contra empresas de tecnologia — incluindo a Apple — que está sendo conduzida nos Estados Unidos.

Com informações: MacRumors.

Telegram abre queixa de monopólio contra Apple na Europa

Samsung lança Galaxy A51 e A71 com nova cor e preços mais altos

A Samsung anunciou nesta quinta-feira (30) que a cor cinza chega para os Galaxy A51 e A71 que são vendidos no Brasil. A novidade pode ser interessante para quem procura mais opções no visual dos aparelhos intermediários, mas o preço dos dois aparelhos ficou ainda mais caro.

Galaxy A51 na cor cinza

Além da cor, nada muda na dupla de intermediários potentes da Samsung com câmera quádrupla. Isso significa que o Galaxy A51 continua focado na TV digital exibida em sua tela AMOLED de 6,5 polegadas e resolução Full HD+, que trabalha junto de um Exynos 9611 de oito núcleos, com 4 GB de RAM e que é alimentado por bateria de 4.000 mAh.

Já o Galaxy A71 deixa a TV digital de lado e tem mais tela para outros conteúdos, com 6,7 polegadas, ainda com AMOLED e resolução Full HD+; até o notch em formato de furo central é o mesmo do A51. O processador por aqui é um Snapdragon 730 e a RAM recebe um senhor upgrade de mais 2 GB, totalizando 6 GB para o usuário. As câmeras também ganham resolução, mas continuam no conjunto de lente principal, uma para fotos ultrawide, outra para macro e a última que serve somente para ajudar no modo de fundo desfocado.

galaxy a71 cinza

Galaxy A71 na cor cinza

Nova cor, novo preço

Tudo isso que está nas linhas acima ganha a opção de cor cinza, fechando o portfólio com o Galaxy A51 disponível nas cores branco, preto, azul e cinza, enquanto o Galaxy A71 passa a estar nas lojas nas cores prata, preto, azul e cinza – a diferença de prata e cinza neste modelo fica na tonalidade, com o cinza sendo o mais escuro.

Infelizmente, como vem acontecendo com quase tudo no mercado brasileiro, o preço sugerido segue em alta e a mudança fica assim:

  • Galaxy A51: de R$ 2.199 para R$ 2.699 (alta de 22,73%)
  • Galaxy A71: de R$ 2.799 para R$ 3.199 (alta de 14,29%)

Samsung lança Galaxy A51 e A71 com nova cor e preços mais altos

Donos de Apple Watches Series 5 reclamam de bateria inconsistente e desligamentos

Mais um dia, mais problemas — desta vez, relatados por donos de unidades do Apple Watch Series 5. Usuários dos fóruns de suporte da Apple e do MacRumors afirmaram estar sofrendo com problemas relacionados ao nível de bateria dos seus relógios, levando inclusive a desligamentos acidentais dos dispositivos.

O problema parece estar relacionado à leitura que o relógio faz do nível da bateria: em vários dos casos citados, o Apple Watch informa estar com 100% da bateria por boa parte do dia, caindo bruscamente para 50% em um determinado momento e, alguns minutos/horas depois, desligando completamente, com a bateria totalmente esgotada.

Alguns dos usuários afirmaram que, ao recarregar o relógio, o nível de carga chega rapidamente a 99% e demora muito tempo para completar o 1% restante.

Bryan M. Wolfe, do iMore, relatou um problema parecido há alguns meses. No caso dele, a Apple rodou um programa de diagnóstico no Watch e não conseguiu detectar nenhum problema na bateria, culpando o watchOS beta instalado no dispositivo. O problema persistiu, entretanto, mesmo após a instalação de versões beta mais recentes do sistema.

Não há como saber se o comportamento é generalizado, mas o Apple Watch Series 5 sofre com problemas de bateria (de vários tipos) desde basicamente o seu lançamento — ou seja, é possível que essas novas questões sejam consequência de um projeto mal-pensado por parte da Maçã.

Para sabermos ao certo, entretanto, precisaremos aguardar algum pronunciamento oficial por parte da empresa. Se você está sofrendo com o problema, o mais indicado a se fazer agora é entrar em contato com a companhia para relatar a questão — com um número razoável de reclamações, é possível que os engenheiros de Cupertino olhem para a coisa com mais cuidado.

via MacRumors