Apple está dependendo cada vez menos do iPhone, como mostrou o 3º trimestre fiscal de 2019

Imagem oficial: https://investor.apple.com

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Como esperado, a Apple divulgou ontem os resultados financeiros do seu terceiro trimestre fiscal de 2019. A receita no período foi de US$53,8 bilhões (0,9% a mais se comparado ao mesmo período de 2018), com lucro líquido de US$10 bilhões (-13%) e ganhos por ação diluída de US$2,18 (-6,8%). Vendas internacionais compreenderam 59% de todo o faturamento trimestral e a margem de bruta no período foi de 37,6%.

Como de costume, o CEOanúncios na App Store, por sua vez, tiveram crescimento de três dígitos!

As assinaturas em apps oferecidas por desenvolvedores terceiros cresceram 40%, segundo o CFO da Maçã.

A empresa ultrapassou a barreira de 420 milhões de assinantes pagando por algum serviço (seja Apple Music, Apple News+ ou espaço no iCloud — lembrando que o Apple Arcade e o Apple TV+ se juntarão em breve a esse catálogo de ofertas). Em 2020, a empresa deverá ultrapassar os 500 milhões de assinantes.

Já o Apple Pay está completando 1 bilhão de transações por mês, um volume 2x maior que há um ano. Disponível em 47 mercados, o serviço de pagamento da Maçã ganhou mais novos usuários no trimestre fiscal do que o PayPal, com um volume de transações crescendo 4x mais rápido. O crescimento do serviço no trimestre foi de três dígitos!

Apple Card chegando em agosto

Como já comentamos, Cook confirmou que diversos empregados estão testando o Apple Card e que o cartão de crédito da empresa será lançado (apenas nos Estados Unidos) em agosto.

Vestíveis em acensão

A receita gerada pelos produtos “vestíveis” (Apple Watch, AirPods e fones Beats) teve um crescimento no trimestre de mais de 50%. Com isso, apenas essa categoria de produtos poderia ser enquadrada no ranking Fortune 200.

Vale notar que a Apple TV e os acessórios tiveram crescimento de dois dígitos. E já que estamos falando de Apple TV, o novo app teve um aumento de 40% de visualizações se comparado ao mesmo período de 2018.

Falando do Apple Watch e do app ECG, um dos pontos fortes do Apple Watch Series 4 que permite a execução de um eletrocardiograma de uma forma muito simples e fácil, ele está agora disponível em 31 países/regiões — após o lançamento no Canadá e em Singapura na última semana. Até o fim do ano, a Apple pretende expandir ainda mais.

Negócio com a Intel

Cook lembrou que, na semana passada, a Apple anunciou a aquisição do negócio de modem para smartphone da Intel — a segunda maior aquisição da empresa em valor, (US$1 bilhão, perdendo apenas para a compra da Beats, por US$3 bilhões).

O CEO deu as boas-vindas aos funcionários da Intel que agora fazem parte do quadro da Maçã e lembrou que a empresa faz questão de controlar a criação/produção de componentes essenciais para seus produtos.

Perguntado sobre a gestão do 5G durante a sessão de perguntas e respostas, o executivo afirmou que não comenta sobre futuros produtos da companhia, mas disse que o 5G ainda está em estágio muito inicial, principalmente pensando de forma global — o que bate com os rumores de que só veremos um “iPhone 5G” em 2020.

Satisfação dos usuários

Segundo Maestri, combinados, os iPhones XS, XS Max e XR atingiram 99% de satisfação de usuários — dados da empresa 451 Research.

Já os iPads, de acordo com a mesma firma de pesquisa, tem uma taxa de satisfação entre usuários de 94%.

Produção na China

Durante a sessão de perguntas e respostas, Cook foi questionado sobre a produção da Apple na China. O CEO respondeu afirmando que tem havido muita especulação sobre isso, mas que não é necessário dar tanta atenção ao assunto. Ele disse ainda que as peças dos produtos da Maçã vêm de todos os lugares (China, Coreia, Japão e Estados Unidos).

Além disso, o executivo afirmou que o Mac Pro atualmente é feito nos EUA e que a Apple gostaria de continuar fabricando o produto no seu país.

Novos negócios

De acordo com Cook, 2/3 dos principais bancos (ele não especificou de quais regiões) estão implementando produtos da Apple; 90 dos maiores 100 bancos por ativos estão passando a usar produtos da empresa.

O trimestre fiscal em gráficos

Gráficos do FQ3 2019 da Apple

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Reação de Wall Street

Ontem, logo após a divulgação dos resultados, as ações da Apple disparam mais de 4% nas negociações pós-fechamento e, se hoje mantivesse o mesmo patamar, a empresa voltaria a ultrapassar a barreira do US$1 trilhão em valor de mercado.

$AAPL

Ainda que não a grande alta não tenha se confirmado, os papéis fecharam o dia valendo US$213,04 (alta de 2,04%). Dessa forma, o market share da Maçã ficou em US$980,2 bilhões.

Previsões para o quarto trimestre fiscal de 2019

Olhando à frente para o terceiro trimestre fiscal de 2019, a Apple prevê uma receita de US$52,5-54,5 bilhões, margem bruta entre 37% e 38%, gastos operacionais entre US$8,7 e US$8,8 bilhões, outras receitas/(despesas) de US$250 milhões e uma taxa de impostos de aproximadamente 16,5%.

Para o quarto trimestre fiscal de 2019, a Apple prevê uma receita de US$61-64 bilhões, margem bruta entre 37,5% e 38,5%, gastos operacionais entre US$8,7 e US$8,8 bilhões, outras receitas/(despesas) de US$200 milhões e uma taxa de impostos de aproximadamente 16,5%.

via MacRumors, AppleInsider, MacStories

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