Apple tenta provar que taxas da App Store não são anticompetitivas

Na mira da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a Apple decidiu contratar economistas para tentar demonstrar que as taxas cobradas na App Store não prejudicam a concorrência. Em relatório financiado pela empresa, especialistas do Analysis Group apontaram que a cobrança é parecida com a aplicada por outras lojas de aplicativos. O estudo está disponível neste link.

O estudo aponta que, assim como a App Store, a taxa de 30% também é cobrada para aplicativos hospedados nas plataformas de Google, Amazon, Samsung e Microsoft. Os economistas também compararam a loja da Apple com plataformas como Steam, Epic Games Store, Twitch, YouTube, Uber, Airbnb e, a partir de dados oficiais ou de terceiros, indicaram que as taxas são parecidas.

“As taxas de comissão cobradas por marketplaces digitais semelhantes à App Store, como outras lojas de aplicativos e de games, são geralmente em torno de 30%”, aponta o Analysis Group. A empresa também considera que o modelo de comissões é o mais justo por entender que ele “reduz a barreira de entrada para pequenos vendedores e desenvolvedores”.

O documento foi publicado dias antes do CEO da Apple, Tim Cook, participar de uma audiência do Subcomitê Antitruste da Câmara dos Representantes dos EUA. Marcada para segunda-feira (27), a sessão também terá a presença de líderes de outras três grandes empresas de tecnologia: Mark Zuckerberg (Facebook), Sundar Pichai (Google) e Jeff Bezos (Amazon).

Além dos EUA, as práticas da Apple também são analisadas por autoridades da União Europeia. Em junho, a empresa passou a ser investigada em duas ações da Comissão Europeia. Uma delas, iniciada após queixas de Spotify e Kobo, envolve a cobrança de 30% na App Store. A outra é relacionada ao Apple Pay, único serviço de pagamento que tem acesso ao NFC do iPhone e do Apple Watch.

Com informações: CNET.

Apple tenta provar que taxas da App Store não são anticompetitivas

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