Até a revista Caras virou uma operadora móvel virtual

As operadoras móveis virtuais (MVNOs) não param de surgir, e até mesmo a revista Caras quis entrar nesse mercado: a Caras Chip é mais uma empresa que utiliza as redes da TIM e Oi através da infraestrutura da Surf Telecom; seus planos pré-pagos custam a partir de R$ 25 por mês, tal como Correios Celular e Intercel.

É no mínimo curioso o lançamento da Caras Chip. A revista parece atirar para todos os lados, uma vez que o grupo recentemente apresentou o banco digital CarasBank: ele oferece conta para pessoa física (com cashback) e para pessoa jurídica (com maquininha de cartão).

A Caras Chip se descreve como a “operadora oficial da maior revista de celebridades do país”. Esses são os planos:

Pacote de internet Ligações Valor mensal Bônus de portabilidade
1,5 GB (1 GB + 500 MB de bônus) 60 minutos R$ 25 2 GB
3 GB (2 GB + 1 GB de bônus) 100 minutos R$ 30 3 GB
5 GB (3 GB + 2 GB de bônus) Ligações ilimitadas R$ 40 5 GB
9 GB (6 GB + 3 GB de bônus) Ligações ilimitadas R$ 50 5 GB
15 GB (10 GB + 5 GB de bônus) Ligações ilimitadas R$ 75 5 GB

É possível ter bônus de até 5 GB para quem efetuar portabilidade numérica. O uso do WhatsApp não desconta da franquia de internet; após o consumo do pacote de dados, a velocidade é reduzida até a próxima renovação.

Onde estão as operadoras móveis virtuais?

Se você não percebeu, os planos são idênticos aos da Correios Celular, da Intercel e de praticamente todas as operadoras afiliadas à Dry Company, que por sua vez utiliza a infraestrutura da Surf Telecom, que, por fim, usa as redes da TIM e Oi. Como uma espécie de white label, a Dry Company permite que praticamente qualquer empresa seja uma operadora móvel virtual sem se preocupar com infraestrutura, atendimento e cobrança.

As operadoras móveis virtuais podem ser interessantes por conseguirem focar em um nicho específico ignorado por grandes operadoras, como serviço para mercado de baixa renda – foco da renascida Veek Celular, por exemplo – ou dispositivos de Internet das Coisas, tal como a Cinco (do Grupo Safra) e a Arqia (antes chamada Vodafone Brasil).

A Dry Company, por exemplo, é “agenciadora” de operadoras de clubes de futebol (São Paulo Futebol Clube, Esporte Clube Bahia, Sport Recife, Cruzeiro, Vasco da Gama, Fluminense, Ceará, Internacional, Santos e Fortaleza) e de comércios (Vestcasa, Barbosa Supermercados). Todas compartilham os mesmos planos, franquias, promoções e cobertura. Os sites e aplicativos possuem a mesma infraestrutura, com mudanças apenas nos logos e paletas de cores.

Seria incrível se as empresas criassem operadoras virtuais de verdade, com acordo direto com as operadoras e seus próprios diferenciais. Por exemplo, antigamente tínhamos a Porto Seguro Conecta, que oferecia até serviço de motoboy para quem esqueceu o celular em casa. No entanto, são poucas as empresas que querem colocar a mão na massa, preferindo delegar a tarefa para a credenciadora.

Até a revista Caras virou uma operadora móvel virtual

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