Tecnocast 135 – É tipo vidro

Semana passada aconteceu em São Francisco (CA), o Samsung Unpacked. Nele, a fabricante apresentou os novos aparelhos da linha S e também o seu novo smartphone dobrável, o Galaxy Z Flip.

No segundo bloco falamos sobre uma nova lei aprovada na Bahia, que proíbe a validade de créditos em planos pré-pagos.

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Chrome 81 terá suporte a NFC e realidade aumentada em sites

O Google divulgou, no blog do Chromium, na semana passada que o Chrome 81 trará dois recursos que podem aumentar a capacidade de interação com dispositivos móveis: realidade aumentada e suporte ao NFC de smartphones compatíveis.

A adição destes dois acessos aos recursos do hardware do aparelho diminuem a já pequena distância entre o que consegue fazer um aplicativo, contra o que faz um app que roda no navegador. O lado do NFC permite não somente a leitura de tags, mas também a escrita nestas mesmas etiquetas – que são pouco utilizadas atualmente, mas que podem ser úteis em museus e lojas já que não dependerão mais de um app específico.

O exemplo citado pelo Google para os desenvolvedores mostra que a página precisa de três linhas de código para a escrita em uma tag, com outras cinco para leitura.

Para o lado de realidade aumentada, o Chrome 81 utilizará a API WebXR Device, que já foi liberada no Chrome 79 e agora poderá funcionar com a câmera, sem qualquer necessidade de habilitar algum recurso na área de flags do navegador.

Existem novidades menores por baixo do capô, mas que não abrem tantas possibilidades como o NFC e realidade aumentada para sites. Dentre elas, se destaca a remoção do suporte para o TLS 1.0 e 1.1. Se o site que o usuário visitar ainda utiliza estes protocolos, o Chrome exibirá um alerta dizendo que o endereço não é seguro.

O Chrome 81 está liberado para testes e deve chegar para o canal estável de distribuição em pouco tempo, mas ainda sem data concreta.

Com informações: Google.

Chrome 81 terá suporte a NFC e realidade aumentada em sites

Signal cresce após investimento de cofundador do WhatsApp

O Signal, mensageiro com foco em privacidade, tinha 2 milhões de usuários e 3 funcionários em 2016. Hoje, conta com ao menos 10 milhões de downloads na Play Store e 20 funcionários. O crescimento aconteceu após o investimento de US$ 50 milhões do cofundador do WhatsApp, Brian Acton.

Acton abandonou o projeto do WhatsApp em 2017, ao deixar o Facebook para criar uma organização sem fins lucrativos com foco em tecnologias voltadas para o bem público. A organização era a Signal Foundation, da qual ele ele se tornou presidente executivo.

Fundada no início de 2018 por Acton e o fundador do Signal, Moxie Marlinspike, a Signal Foundation tem o objetivo de tornar a comunicação privada mais acessível. Para isso, o app se concentrou nos usuários comuns, e não apenas em ativistas, políticos e especialistas em privacidade.

A organização passou a trabalhar no que Acton chama de “recursos de enriquecimento” para o Signal. “Isso não é apenas para pesquisadores de segurança hiperparanóicos, mas para as massas”, diz o cofundador do WhatsApp à Wired. “Isso é algo para todos no mundo”.

Segundo Acton, cerca de 40% dos usuários do Signal estão no iOS, o que indica, no mínimo, 6,6 milhões de pessoas com base nos números da Play Store. “Gostaria que o Signal atingisse bilhões de usuários. Sei o que é preciso para fazer isso. Fiz isso”, continua Acton. “Adoraria que isso acontecesse nos próximos cinco anos ou menos”.

Marlinspike explica como o serviço cresceu após o investimento de Acton: “A grande transição pela qual a Signal passou foi de um pequeno esforço de três pessoas para algo que agora é um projeto sério, com capacidade para fazer o que é necessário para criar software no mundo hoje”, afirmou, também à Wired.

Signal investe em novos recursos

Na tentativa de atrair mais usuários comuns, o Signal tem liberado recursos parecidos com os de outros mensageiros. Desde dezembro, o serviço ganhou stickers e reações às mensagens com emojis, além de um recurso que faz fotos e vídeos sumirem após serem vistos pela primeira vez.

A plataforma também trabalha em um novo sistema para aumentar a privacidade em grupos. Com ele, nem mesmo os servidores do Signal saberão da existência de membros adicionados ou removidos pelos administradores desses grupos.

O aplicativo desenvolve ainda uma solução para salvar contatos na nuvem de forma criptografada, para que ninguém tenha acesso a essas informações. O objetivo é garantir que os usuários não percam as informações se trocarem de celular, por exemplo.

A relação de Acton com o mensageiro privado existe desde quando o WhatsApp liberou sua criptografia de ponta a ponta. A medida foi possível devido a um protocolo de código aberto do Signal, que também foi usado por serviços como Messenger e Skype.

Signal cresce após investimento de cofundador do WhatsApp

Celular da TCL possui tela extensível para virar tablet

A marca chinesa TCL está preparando um smartphone que deixa de lado as telas dobráveis para apostar em um slider que aumenta a área do display, em um visual de tela extensível. O aparelho segue o mesmo objetivo do Galaxy Fold, que é um celular convencional que fica maior e toma as proporções de um tablet.

 

As imagens foram entregues ao CNET e não está claro como que o mecanismo de tela extensível funcionará, se ele faz a tela virar para a parte traseira quando não está estendido, ou então se o display é enrolado em uma das laterais. Não adotar um corpo dobrável resolve a maioria dos problemas de celulares deste tipo, como a lombada que fica no ponto onde a dobra acontece.

O curioso é que as fontes afirmam que este é um aparelho conceito e isso significa que ele é mais uma ideia, do que um produto final. O objetivo era de exibir o dispositivo durante a MWC deste ano, que foi cancelada graças ao surto de coronavírus que atinge alguns países do mundo.

Nada foi divulgado além das imagens com a tela extensível, mas é fácil notar que são quatro furos para câmeras na parte traseira, com duas na frente em um formato que lembra bastante o visual deste tipo de câmeras no Galaxy S10 Plus.

Por mais que o aparelho não trabalhe com dobradiças, ter uma parte móvel também pode seguir com a inexistência de qualquer tratamento para eliminar a entrada de água ou poeira, detalhes ausentes em modelos como o Galaxy Fold, Galaxy Z Flip e o Motorola Razr.

Com informações:

Celular da TCL possui tela extensível para virar tablet

Vivo Easy volta com cashback de R$ 100 e reduz preço de diárias

O plano digital Vivo Easy, que concorre com o TIM Beta, retomou a bonificação de R$ 100 para quem opta pelo pacote de 100 GB. Além disso, houve redução nos pacotes com 30 diárias de Netflix, YouTube, Spotify, Facebook e WhatsApp: eles oferecem acesso ilimitado aos apps e custam a partir de R$ 7,45.

A promoção de cashback só está disponível para o pacote de 100 GB, que custa R$ 200; o saldo de bonificação deve ser gasto em até 5 dias após a compra do plano.

No pacote de 100 GB, o custo por gigabyte é de R$ 2, menor que praticamente todos os planos de qualquer operadora brasileira. Como os saldos de dados e diárias do Vivo Easy não possuem data de validade, é possível usar a franquia até esgotar, o que pode demorar vários meses dependendo do consumo do usuário.

O Vivo Easy estava com uma promoção que dava cashback de 20% para qualquer pacote de internet, mas ela já acabou — não durou nem sete dias.

Vivo Easy cobra menos por diárias de ligações e apps

Uma boa surpresa é a redução para quem compra 30 diárias de ligações e SMS: o valor passa de R$ 29,70 para R$ 14,85. O desconto se aplica apenas para essa quantidades de diárias; um dia avulso continua custando R$ 0,99.

Além disso, a operadora retornou com o desconto para quem compra 30 diárias de serviços de streaming e redes sociais. Na semana passada, o Vivo Easy limitava a compra para até 9 diárias de streaming de vídeo. Esses são os valores:

  • Netflix: 30 diárias por R$ 14,85 (normalmente R$ 89,70)
  • YouTube: 30 diárias por R$ 29,90 (normalmente R$ 89,70)
  • Spotify: 30 diárias por R$ 19,90 (normalmente R$ 19,90)
  • Facebook: 30 diárias por R$ 7,45 (normalmente R$ 44,70)
  • Twitter: 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)
  • WhatsApp: 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)
  • Pinterest: 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)
  • TikTok: 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)
  • Tinder: 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)
  • Mobilidade (Waze, Cabify e Moovit): 30 diárias por R$ 9,90 (normalmente R$ 29,70)

O Vivo Easy é controlado integralmente por um aplicativo para Android ou iOS, desde a contratação até a manutenção. Ele pode ser personalizado com pacotes de ligações, apps ilimitados e internet sem data de validade; enquanto houver saldo, a linha continua disponível. O pagamento é feito exclusivamente através de cartão de crédito.

Vivo Easy volta com cashback de R$ 100 e reduz preço de diárias

ID Estudantil: carteirinha não pode mais ser emitida pelo MEC

O Ministério da Educação publicou em setembro a medida provisória da ID Estudantil, que dá direito à meia entrada em eventos como cinema, shows e teatro. A carteira digital, porém, não poderá continuar sendo emitida porque não foi aprovada pelo Congresso no prazo necessário.

Abraham Weintraub, ministro da Educação, no lançamento do app ID Estudantil

A MP tinha até domingo (16) para ser votada na Câmara e na Senado e, assim, se tornar definitva. Com o fim do prazo, a carteira de estudante volta a ser emitida apenas por instituições estudantis como UNE (União Nacional dos Estudantes) e Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

O estudantes que emitiram a ID Estudantil poderão continuar usando o documento enquanto estiverem matriculados em uma instituição de ensino válida. O MEC afirma ter emitido mais de 325 mil carteiras desde a criação da MP.

Como não pode publicar outra MP sobre o mesmo tema este ano, o governo deverá criar um projeto de lei se quiser continuar emitindo o documento. Caso isso aconteça, o texto será analisado do zero, com uma comissão mista de deputados e senadores, além de análise na Câmara e no Senado.

A emissão da ID Estudantil era gratuita e funcionava como alternativa para as carteirinhas das entidades estudantis, que são pagas. Além de UNE e Ubes, o documento pode ser emitido pela ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), pro entidades estudantis municipais e por diretórios acadêmicos.

ID Estudantil custou R$ 12,6 milhões

O MEC afirma que o projeto do ID Estudantil custou R$ 10,5 milhões. O Portal da Transparência aponta que a licitação, que previa a criação e a manutenção do sistema, custou R$ 12,6 milhões e foi vencida pelo Serpro (Serviço de Processamento de Dados).

Ainda segundo com o governo, cada carteirinha custaria cerca de R$ 0,15. O governo chegou a este valor devido a uma estimativa de que o documento seria emitido por 58 milhões de estudantes, número bem acima dos 325 mil até este momento.

A ID Estudantil parou de ser emitida no site do MEC nesta segunda (17). Em vez disso, a página passou a exibir um comunicado sobre o fim da validade da medida provisória. Em seu aviso, o MEC alega que a carteirinha “evitou a impressão de papel e reduziu a burocracia e o risco de fraudes”.

Com informações: G1, UOL.

ID Estudantil: carteirinha não pode mais ser emitida pelo MEC

Surpresa, surpresa: vidro dobrável do Galaxy Z Flip não é exatamente vidro

Na última semana, a Samsung atraiu para si todos os holofotes da imprensa tecnológica com seus grandes lançamentos para 2020: além da nova linha flagship do Galaxy S20, a gigante sul-coreana apresentou também o Galaxy Z Flip, sua segunda tentativa na construção de um aparelho dobrável — a primeira, o Galaxy Fold, teve lá sua boa dose de problemas nos seus primeiros meses de existência.

Dentre as várias novidades pensadas pela Samsung para o Galaxy Z Flip, uma chamou a atenção: de acordo com a fabricante, o aparelho seria o primeiro smartphone dobrável com uma tela de vidro. Isso, claro, deixou muita gente encucada: como bem se sabe, vidro é um material rígido, que, se dobrado, quebra imediatamente — teria a sul-coreana, portanto, encontrado a solução para desafiar as leis da Física? Bom… aparentemente não.

O YouTuber Zack Nelson, do canal JerryRigEverything, pôs as mãos em um exemplar do Galaxy Z Flip e realizou no pobre aparelho os seus testes usuais de resistência, queimando, entortando e riscando o dispositivo de todas as formas possíveis e imagináveis. Mais importante aqui, entretanto, é notar a superfície da tela do Z Flip — que deveria ser de vidro, mas se parece muito mais com plástico (como em todos os aparelhos dobráveis existentes).

Como é possível ver no vídeo acima, a superfície interna do aparelho fica marcada até mesmo com a unha de Nelson — coisa que obviamente não acontece com vidro, e sim com plástico. O YouTuber especulou que a Samsung esteja chamando de “vidro” um material plástico que contenha algumas partículas de vidro na mistura; outros internautas sugeriram, no Twitter e no Reddit, que as marcas vistas no vídeo são somente na camada protetiva superior do aparelho, e que o vidro (que estaria embaixo dela) estaria protegido.

De uma forma ou de outra, convenhamos, a situação não é lá muito elegante para o lado da Samsung. Como notou o próprio Nelson, se a fabricante anuncia um aparelho com “tela de vidro”, os consumidores esperam receber os benefícios e as características do vidro, não de qualquer outro material.

A sul-coreana ainda não se pronunciou sobre a polêmica — ou seja, por enquanto, continuamos no escuro sem saber se o vidro deles realmente é vidro. Acompanhemos.

via The Verge