Coronavírus: Apple anuncia reabertura de lojas na Itália e nega estar pressionando funcionários a voltarem para o trabalho

As medidas de combate à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) anunciadas pela Apple ainda têm efeito em diversos países; como informamos nas últimas semanas, a companhia está num lento processo de reabertura em algumas regiões — como na Coreia do Sul, na Austrália, na Alemanha, na Suíça e em alguns locais dos Estados Unidos (sem contar na China, onde as lojas inicialmente reabriram).

Ainda que esteja retomando as atividades em certos locais, alguns funcionários da Maçã negam que a empresa esteja “acelerando” esse processo e “pressionando-os” a voltarem para o trabalho (algo que deu o que falar nesta semana), como veremos mais à frente.

Também vamos conferir novidades em relação à API1 da Apple e do Google de alerta de exposição, e como um novo estudo prevê a possibilidade de detectar casos da COVID-19 por meio de smartwatches.

Lojas na Itália

Após certa confusão sobre quais lojas reabririam ou não na Itália, enfim a Apple confirmou que, a partir do dia 19 de maio (próxima terça-feira), 10 das suas 17 lojas no país serão reabertas em horário especial. As informações são do jornal italiano la Repubblica.

As unidades que reabrirão na próxima semana incluem as de Florença, Roma e Misterbianco. Aparentemente, continuarão fechadas as unidades de Lonato e Milão, entre outras.

A reportagem também cita um comunicado de imprensa da Apple sobre a reabertura que trata do horário de funcionamento especial e adoção de medidas de segurança sanitárias — muito semelhante ao que foi divulgado em outros países onde as unidades de varejo da companhia já reabriram.

Nosso protocolo de distanciamento social significa que um número limitado de visitantes permaneça dentro da loja ao mesmo tempo, a fim de reduzir a aproximação entre os clientes. Nossos pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados pela COVID-19 e para aqueles que trabalham 24 horas por dia para tratar, estudar e conter seu avanço.

Vale lembrar que as Apple Stores na Itália já estão fechadas há cerca de dez semanas.

Apple nega que esteja pressionando funcionários

Como informamos, desde que a Apple fechou as portas de suas lojas e campi nos EUA (e ao redor do mundo), seus funcionários passaram a trabalhar remotamente — mesmo aqueles que lidavam diretamente com pessoas, os quais foram realocados para áreas de suporte. Isso, como sabemos, tem sido feito há algum tempo.

Exterior do Apple Park

Nesta semana, porém, o conhecido colunista da Bloomberg, Mark Gurman, publicou uma matéria que indicava a retomada gradual das atividades presenciais por funcionários que estariam enfrentando problemas com o home office — sugerindo, implicitamente, que a Apple estaria “pressionando com mais força” o retorno das atividades presenciais do que outras empresas de tecnologia.

Isso foi prontamente refutado por outras pessoas de dentro da companhia numa outra reportagem publicada por John Gruber, do Daring Fireball, que chamou a matéria de Gurman de “clickbait”. De fato, algumas das fontes de Gruber disseram que o Apple Park “é uma cidade fantasma” e que isso “não vai mudar tão cedo”.

Gruber também conversou com gerentes da Apple os quais disseram que ainda “não há um cronograma real associado à abertura em fases”. Isso não significa que não haja um plano ou mesmo um cronograma em análise, mas essas pessoas enfatizam que tudo depende do avanço da pandemia em cada local.

Gurman ainda não respondeu as críticas (e as refutações) de Gruber quanto à matéria publicada na Bloomberg — mas que a coisa ficou explicitamente feia entre eles, não há como negar.

App COVID-19

A Apple atualizou sua ferramenta de triagem da COVID-19 com novas informações para os profissionais de saúde (alinhadas às diretrizes do CDC2), além de práticas recomendadas durante a quarentena caso uma pessoa tenha sido exposta ao vírus, com informações específicas para mulheres grávidas e recém-nascidos.


Apple COVID-19

de Apple

Versão 3.1 (15.3 MB)
Requer o iOS 13.1 ou superior
🇺🇸 Indisponível na App Store brasileira!

Grátis

Código QR

Semelhantemente, o site da Maçã com informações sobre a doença também foi atualizado para fornecer as mesmas novas indicações.

Aos que utilizam a ferramenta, é importante destacar que os dados fornecidos no software/site não são compartilhados com a Apple, o CDC ou com outras agências governamentais.

Smartwatches podem detectar a COVID-19?

Poderia o Apple Watch detectar casos da COVID-19 usando dados de batimentos cardíacos e de respiração? É isso que um novo estudo da Universidade de Stanford está planejando descobrir, como divulgado pelo Gizmodo UK.

iPhone e smartwatch

De acordo com a reportagem, cientistas da universidade americana estão procurando donos de smartwatches, como o Apple Watch, para fazer parte de um estudo sobre “Dados de vestíveis”. A pesquisa, que deverá durar dois anos, analisará os dados coletados pelos relógios dos participantes a partir de um app especializado e de pesquisas diárias.

Estamos tentando estabelecer se os dados coletados de dispositivos vestíveis podem ser usados para prever o aparecimento de uma doença infecciosa, como a COVID-19, antes do início dos sintomas reais. Coletaremos dados como frequência cardíaca, temperatura da pele, saturação de oxigênio no sangue, etc.

De acordo com o chefe do estudo, Michael Snyder, “dezenas de milhares” de pessoas já se inscreveram — entretanto, apenas pessoas diagnosticadas com a COVID-19 (ou que estão no grupo de risco) poderão participar, por ora.

via AppleInsider, 9to5Mac, MacRumors, Cult of Mac

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