Coronavírus: Apple espera reabrir mais lojas em maio; Cellebrite divulga soluções de desbloqueio a órgãos de saúde

Mais um dia, mais um giro de notícias relacionadas à pandemia do Coronavírus (COVID-19). Vamos a elas?

Apple espera reabrir mais lojas em maio

Como sabemos, todas as lojas da Apple ao redor do mundo estão fechadas desde março — exceto as da China, que já reabriram as portas seguindo os passos de reestabelecimento da normalidade instituídos por Pequim, e a da Coreia do Sul. Agora, a Maçã espera abrir mais lojas em outros países já a partir do próximo mês.

De acordo com a Bloomberg1, as informações foram reveladas pela vice-presidente sênior de varejo e de pessoas da Apple, Deirdre O’Brien, em um vídeo de updates divulgado aos funcionários da empresa. O’Brien afirmou que a companhia “continua a analisar a situação de saúde em todas as suas localidades” e “espera reabrir mais muitas lojas em maio”.

A executiva não especificou os locais de reabertura nem o prazo exato para isso, mas é de se esperar que as ações ocorram de acordo com as situações de cada país ou cidade: várias localidades continuam aplicando políticas de isolamento social, sem permitir a abertura de serviços não-essenciais (como os da Apple); alguns países e cidades, por outro lado, já estão relaxando as medidas para a reabertura dos serviços.

Portanto, a previsão de O’Brien é generalizada e não há como saber quando lojas individuais reabrirão.

Cellebrite divulgando ferramentas

Enquanto isso, a Reuters informou que uma série de empresas dedicadas a desbloquear dispositivos móveis, como a Cellebrite, começaram a atuar em um novo segmento em meio à pandemia: rastreamento de possíveis infecções.

Ferramenta de desbloqueio da Cellebrite em ação
Ferramenta de desbloqueio da Cellebrite

Não, as empresas não mudaram de ramo. O que acontece é que, com os temores causados pelo vírus, elas estão divulgando seus serviços para órgãos e autoridades de saúde para que eles possam realizar o rastreamento de cidadãos sem o consentimento deles. A Cellebrite, por exemplo, afirma ter uma tecnologia que detecta a localização de um usuário que tenha testado positivo para a COVID-19 e cruza esses dados com os de outros usuários, indicando possíveis infecções e “ajudando a colocar as pessoas certas em quarentena”.

Tudo isso é feito sem o consentimento do usuário, já que a Cellebrite tem as tecnologias certas para realizar o rastreamento sem a necessidade da senha dos dispositivos. Isso tudo, claro, vai totalmente contra a abordagem proposta pela Apple e pelo Google no rastreamento das infecções e, de fato, pode ser considerado ilegal; segundo a empresa, entretanto, há casos nos quais o rastreamento não-autorizado de usuários pode ser “legalmente justificado” — e uma pandemia global seria justamente um desses.

O fato é que, com respaldo legal ou não, ao menos sete outras empresas de desbloqueio além da Cellebrite estão divulgando — e vendendo — soluções parecidas para órgãos de saúde ao redor do mundo. Israel, por exemplo, já está testando um sistema de rastreamento global dos seus cidadãos baseado na tecnologia de uma dessas empresas; a reportagem da Reuters cita ainda negócios com países da Europa, da Ásia e da América Latina.

Vamos ver no que isso vai dar, portanto.

Mais detalhes sobre a parceria entre Apple e Google

Muito já se falou sobre a parceria entre a Apple e o Google para a criação da API2 de combate ao Coronavírus, mas ainda não tínhamos muitos detalhes sobre a gênese da união. Pois foi exatamente esse o foco de uma nova reportagem publicada pela CNBC.

De acordo com a matéria, a ideia da iniciativa partiu de Edouard Bugnion, CTO3 da VMware e professor da área de engenharia; ele entrou em contato com a área de desenvolvimento da Apple e logo estava mantendo conversas com um pequeno grupo de engenheiros. Juntos, eles perceberam que os smartphones da empresa poderiam representar um elemento importantíssimo de contenção da pandemia, especialmente depois que os países começassem a relaxar suas políticas de isolamento social.

Logos da Apple e do Google

O desenvolvimento da tecnologia foi um dos mais rápidos da história da empresa: em menos de um mês, quase todos os detalhes da ideia já estavam prontos, e dois executivos do alto escalão de Cupertino, Craig Federighi e Jeff Williams, estavam plenamente inseridos no projeto.

Nesse meio tempo, uma equipe do Google também já estava começando a traçar uma estratégia parecida; a partir daí, foi só questão de tempo até que os grupos de Cupertino e Mountain View entrassem em contato para realizar uma ação colaborativa. Ao final de março, Tim Cook e Sundar Pichai, CEOs4 de ambas as empresas, firmaram o acordo em uma reunião virtual.

Segundo a reportagem, as empresas estão planejando, agora, lançar a primeira versão da API de rastreamento nesta sexta-feira (1º de maio) — alguns dias após a data divulgada anteriormente.

Mapas exibindo locais de testagem da COVID-19 nos Estados Unidos

Por fim, como divulgado no início do mês, a Apple começou a exibir no app Mapas os locais de testagem da COVID-19 — mas apenas nos EUA, por enquanto.

Local de testagem da COVID-19 no Apple Maps

É possível encontrar os locais pelo campo de busca do serviço ou simplesmente navegando pelo mapa: os centros de testagem são marcados por um pino vermelho com um asterisco branco. Ao tocar em um dos locais de testagem, o aplicativo oferece informações sobre horário de funcionamento, telefone, site e se é necessário ter uma receita ou agendamento para realizar o teste.

Fica a torcida, agora, para que a Maçã expanda o recurso para mais países.

via MacRumors, Cult of Mac, Engadget

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