Disputa entre Japão e Coreia pode afetar fornecimento de memórias e telas no mundo

Se você achava que a disputa entre Estados Unidos e China já era suficiente para causar um grande impacto no mercado de tecnologia, saiba que existe mais uma briga: o Japão implantou regras mais rígidas de exportação para a Coreia do Sul. E isso pode afetar o fornecimento global de memórias DRAM e NAND, além de telas LCD e OLED, que estão presentes em qualquer smartphone, tablet ou PC.

Desde esta quinta-feira (4), os produtores japoneses precisam de uma autorização para exportar determinados componentes químicos para a Coreia do Sul. As novas regras afetam a poliimida, utilizada para fabricar telas LCD e OLED, além da fotorresina e do fluoreto de hidrogênio de alta pureza, essenciais para produzir chips, como memórias flash e RAM, como mostra o AnandTech.

E qual o problema? Primeiro, o Japão é responsável por cerca de 70% a 90% da produção mundial desses três materiais químicos. A poliimida, a fotorresina e o fluoreto de hidrogênio de alta pureza vêm principalmente das fabricantes japonesas JSR, Showa Denko (SDK) e Shin-Etsu Chemical.

Segundo, o Japão não produz os componentes eletrônicos finalizados: os materiais químicos são enviados para a Coreia do Sul e então utilizados na fabricação de memórias e telas. As empresas coreanas, como LG, Samsung e SK Hynix, respondem por aproximadamente 70% do fornecimento mundial de chips DRAM, 50% dos chips 3D NAND e uma parte significativa de telas LCD e OLED.

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