FBI invade iPhone de atirador e critica Apple por não ajudar

A Apple recebeu críticas depois de o FBI ter invadido dois iPhones de um atirador durante uma investigação policial. Os celulares pertenciam a Mohammed Saeed Alshamrani, autor de disparos no atentado da Base Área Naval de Pensacola, na Flórida, ocorrido em 6 de dezembro de 2019.

A invasão aos smartphones de Alshamrani pelo FBI foi revelada ao público neste sábado (16). De acordo com o Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos, as informações presentes nos dois celulares, um iPhone 7 e um iPhone 5, foram acessadas com sucesso pela força policial, onde encontraram relações entre o autor dos disparos e grupos terroristas.

O acesso aos dados criptografados, porém, não evitou críticas à Apple, mesmo após fornecer dados do iCloud para auxiliar nas investigações. “Graças ao excelente trabalho do FBI – e não à Apple –, conseguimos desbloquear os telefones da Alshamrani”, afirmou o secretário de Justiça dos Estados Unidos, William Barr.

O caso reacendeu mais um episódio na queda de braço entre a Apple e o FBI, que solicita à empresa uma brecha para acessar dados de iPhones apreendidos em investigações desde 2016. A companhia, porém, se nega a atender aos pedidos, já que poderiam prejudicar a segurança dos usuários e abrir outros precedentes.

“Nós sempre sustentamos que não existe um backdoor apenas para os “mocinhos”. Os backdoors também podem ser explorados por aqueles que ameaçam nossa segurança nacional e a segurança de dados de nossos clientes”, afirmou a Apple em janeiro sobre o caso de Pensacola.

Apesar das negativas, o FBI busca seus próprios meios para acessar os celulares da Apple sem precisar de ajuda da companhia. Em janeiro, a unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que levou dois meses para invadir um iPhone 11.

Com informações: CNET e MacRumors

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