Projeto de Bolsonaro contra tomada de três pinos é “retrocesso”, diz Abinee

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) se opõe ao projeto do governo Jair Bolsonaro para acabar com a exigência da tomada de três pinos: a entidade diz que o retorno ao padrão anterior traria mais custos à população e seria um “retrocesso” na prevenção de acidentes. A média anual de mortes por choque elétrico passou de 1.500 para 600 com o padrão exigido pelo Inmetro.

“O retorno à situação anterior representa um retrocesso na prevenção de acidentes. Além disso, a mudança já foi assimilada pelo consumidor e uma alteração agora traria ônus à população”, diz a Abinee em comunicado. A entidade representa os setores elétrico e eletrônico de todo o Brasil.

A tomada de três pinos acabou como “vilã” porque, sendo mais cara, ela se tornou obrigatória na reforma e construção de imóveis. Além disso, os plugues novos exigem um adaptador para funcionarem em tomadas antigas; há quem prefira arrancar o terceiro pino.

A ideia do governo não é acabar de vez com a tomada de três pinos, e sim acabar com sua exigência — isto é, torná-la opcional. Dessa forma, seria mais fácil importar produtos legalmente dos EUA e de outros países: a lei atual exige que os plugues sejam adaptados para o padrão brasileiro.

Após pressão do governo, o Inmetro emitiu uma nota técnica dizendo ser “tecnicamente viável a disponibilidade de outro padrão internacional de tomada”. Para o órgão, é possível “flexibilizar a adoção de outro padrão de tomada preferido pelo consumidor, de acordo com a melhor aderência aos plugues de seus equipamentos eletroeletrônicos”.

Tomada de três pinos reduz mortes por choque elétrico

No comunicado, a Abinee aponta algumas vantagens da tomada de três pinos. Seu design evita choques elétricos, porque é mais difícil tocar acidentalmente nos pinos ao encaixar o plugue. Isso era mais comum nas tomadas antigas e planas; o modelo atual possui uma reentrância.

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