Rappi terá botão de emergência após morte de entregador em São Paulo

A Rappi , no último sábado (6), entre 22h e 22h30, ao descer para pegar a entrega, uma amiga da cliente da Rappi ouviu do motoboy, Thiago de Jesus Dias, que ele estava se sentindo mal, com frio e dor de cabeça. Thiago começou a vomitar e, antes de perder a consciência, pediu para que ligassem para a irmã dele e que avisassem a Rappi.

Outro amigo da cliente ligou para a empresa, reportando o caso. A pergunta da Rappi foi “então ele não vai poder finalizar nenhuma das próximas entregas?”, relatou a cliente.

Eles também tentaram ligar para o Samu, mas nenhuma ambulância chegou. Depois ligaram para a irmã de Thiago, Daiane de Jesus Dias, que acionou novamente o Samu às 23h03. O serviço só retornou o contato 33 minutos depois, quando ela já estava no hospital com o irmão.

Daiane havia chegado ao local às 22h43 e de lá ligou para os amigos de Thiago para acompanhá-lo ao hospital, depois que um motorista do Uber também recusou levar o entregador. A irmã dele também relatou a dificuldade em ser atendida com urgência no hospital, por não ter chegado em uma ambulância. No hospital, Thiago morreu quase 12 horas depois.

A resposta das empresas

Em nota, a Rappi afirmou que o caso está em investigação interna. “A Rappi lamenta profundamente o falecimento do entregador e se solidariza com os seus familiares. A Rappi reforça ainda que está apurando os fatos e está aberta a colaborar com as autoridades.”

A Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo Samu, disse que lamenta o ocorrido e investigará a ocorrência para “adotar medidas cabíveis”. Já o Uber não quis se pronunciar.

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