Signal cresce após investimento de cofundador do WhatsApp

O Signal, mensageiro com foco em privacidade, tinha 2 milhões de usuários e 3 funcionários em 2016. Hoje, conta com ao menos 10 milhões de downloads na Play Store e 20 funcionários. O crescimento aconteceu após o investimento de US$ 50 milhões do cofundador do WhatsApp, Brian Acton.

Acton abandonou o projeto do WhatsApp em 2017, ao deixar o Facebook para criar uma organização sem fins lucrativos com foco em tecnologias voltadas para o bem público. A organização era a Signal Foundation, da qual ele ele se tornou presidente executivo.

Fundada no início de 2018 por Acton e o fundador do Signal, Moxie Marlinspike, a Signal Foundation tem o objetivo de tornar a comunicação privada mais acessível. Para isso, o app se concentrou nos usuários comuns, e não apenas em ativistas, políticos e especialistas em privacidade.

A organização passou a trabalhar no que Acton chama de “recursos de enriquecimento” para o Signal. “Isso não é apenas para pesquisadores de segurança hiperparanóicos, mas para as massas”, diz o cofundador do WhatsApp à Wired. “Isso é algo para todos no mundo”.

Segundo Acton, cerca de 40% dos usuários do Signal estão no iOS, o que indica, no mínimo, 6,6 milhões de pessoas com base nos números da Play Store. “Gostaria que o Signal atingisse bilhões de usuários. Sei o que é preciso para fazer isso. Fiz isso”, continua Acton. “Adoraria que isso acontecesse nos próximos cinco anos ou menos”.

Marlinspike explica como o serviço cresceu após o investimento de Acton: “A grande transição pela qual a Signal passou foi de um pequeno esforço de três pessoas para algo que agora é um projeto sério, com capacidade para fazer o que é necessário para criar software no mundo hoje”, afirmou, também à Wired.

Signal investe em novos recursos

Na tentativa de atrair mais usuários comuns, o Signal tem liberado recursos parecidos com os de outros mensageiros. Desde dezembro, o serviço ganhou stickers e reações às mensagens com emojis, além de um recurso que faz fotos e vídeos sumirem após serem vistos pela primeira vez.

A plataforma também trabalha em um novo sistema para aumentar a privacidade em grupos. Com ele, nem mesmo os servidores do Signal saberão da existência de membros adicionados ou removidos pelos administradores desses grupos.

O aplicativo desenvolve ainda uma solução para salvar contatos na nuvem de forma criptografada, para que ninguém tenha acesso a essas informações. O objetivo é garantir que os usuários não percam as informações se trocarem de celular, por exemplo.

A relação de Acton com o mensageiro privado existe desde quando o WhatsApp liberou sua criptografia de ponta a ponta. A medida foi possível devido a um protocolo de código aberto do Signal, que também foi usado por serviços como Messenger e Skype.

Signal cresce após investimento de cofundador do WhatsApp

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