Supercomputador mais rápido do mundo é equipado com chips ARM, assim como futuros Macs

No mundo da computação, não existe — ainda? — limites que não possam ser quebrados. Além de dispositivos móveis e computadores cada vez mais potentes, o nicho dos supercomputadores também evolui a passos largos.

Incumbidos de tarefas extremamente pesadas, os supercomputadores são criados e usados para processar quantidades monumentais de dados, por vezes espalhados em todo o planeta. Portanto, se montar um supercomputador já parece uma tarefa e tanto, imagine conquistar o título de supercomputador mais rápido do mundo!

Esse é o Fugaku, um supercomputador localizado no Japão que é 100 vezes(!) mais rápido que o antigo líder da tabela — o Summit (ou OLCF-4), desenvolvido pela IBM e localizado no Laboratório Nacional de Oak Ridge (Estados Unidos). Mais precisamente, o Fugaku atingiu a marca de 415,5 petaflops (quadrilhões de cálculos por segundo).

Mas por que estamos falando do Fugaku? Pois, além de ser o novo supercomputador mais rápido do mundo, ele é equipado com processadores ARM1, como informou o The Verge:

Um supercomputador japonês ocupa o primeiro lugar no ranking bianual de velocidade de supercomputadores Top500. O Fugaku, codesenvolvido pela Riken e pela Fujitsu, utiliza o SoC2 A64FX de 48 núcleos da Fujitsu. É a primeira vez que um computador baseado em processadores ARM está no topo da lista.

A questão, no entanto, é que essa notícia veio a calhar para a Apple, uma vez que a companhia anunciou ontem (22/6), durante a keynote de abertura da WWDC20, que começará sua migração dos chips da Intel para seus próprios processadores (Apple Silicon) ainda neste ano.

Resta-nos aguardar para saber o quão mais eficiente os chips da Maçã serão em comparação aos da Intel — ainda assim, os prognósticos são positivos, do contrário a Apple dificilmente levaria tal plano adiante.

De volta ao Fugaku, é esperado que ele entre em operação (oficialmente) em 2021. Até o momento, ele foi usado de forma experimental para pesquisas voltadas ao novo Coronavírus (COVID-19), incluindo diagnósticos, simulação de propagação do vírus e eficácia de apps de alerta de exposição.

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