Twitter também cogitou comprar TikTok nos Estados Unidos

A Microsoft não é a única que demonstrou interesse em comprar o TikTok. Segundo o Wall Street Journal, o Twitter também teve conversas iniciais sobre uma possível compra da operação nos Estados Unidos da rede social de vídeos curtos, que deve ser banida do país em 20 de setembro por conta das alegações do governo americano de que seu aplicativo representa um risco à segurança nacional.

Não há informações de que o Twitter realmente apresentará uma proposta pelo TikTok. Um dos entraves para o negócio é o preço que seria pago para assumir a operação da plataforma nos EUA, avaliada na casa de dezenas de bilhões de dólares. A Microsoft tem valor de mercado em torno de US$ 1,6 trilhão e o Twitter, de US$ 29 bilhões, o que exigiria mais esforço para atrair investidores.

Por outro lado, o Twitter avalia que ser menor pode fazer com que a operação seja aprovada com mais facilidade. A avaliação é de que o negócio não teria uma análise tão rígida quanto a que autoridades dos EUA devem fazer caso uma empresa como a Microsoft tente avançar com o acordo.

A Microsoft já informou que discute a compra da operação do TikTok nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia. Segundo o Financial Times, porém, a empresa cogita assumir o controle da plataforma em todo o mundo, com exceção da China, onde a ByteDance continuaria com o Douyin, versão local do serviço. As empresas têm até 15 de setembro para chegarem a um acordo.

As discussões sobre a possível venda do TikTok acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que a rede social deve ser assumida por uma empresa “grande”, “segura” e “muito americana”. Trump assinou na quinta-feira (6) uma ordem executiva que proíbe a rede social no país a partir de 20 de setembro devido a alegações de que ela representa um risco à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

O TikTok, por sua vez, pretende processar o governo dos EUA por considerar a medida inconstitucional. A empresa alega que não houve espaço para defesa e que não há evidências objetivas que justifiquem a publicação da ordem executiva.

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