Vídeo mostra como seria a performance do MacBook Air se ele tivesse um sistema de resfriamento melhor

Entre as decisões controversas de design feitas pela Apple nos últimos anos, uma relativamente pouco comentada é o posicionamento da ventoinha no atual MacBook Air. Ao contrário de basicamente qualquer computador, o cooler fica bem afastado da CPU1 da máquina, o que diminui significativamente seu poder de resfriamento — limitado, aqui, a cerca de 10W, muito menos do que a média do segmento.

Pensando nisso, Linus Sebastian, do Linus Tech Tips, foi a campo: o YouTuber realizou uma série de experimentos, tentando aplicar diferentes métodos de resfriamento para o MacBook Air de 2020. Seu objetivo: determinar se o design de resfriamento escolhido pela Maçã de fato limita a performance da máquina.

A metodologia de Linus foi simples: primeiro, ele mediu a performance padrão do computador (com o Cinebench R20). Em seguida, rodou o mesmo benchmark com uma série de configurações de resfriamento:

  • Um stand com uma ventoinha externa na parte de baixo;
  • A mesma configuração, mas sem a tampa de baixo do computador;
  • Uma nova configuração interna do computador, feita aplicando novos elementos de dissipação térmica;
  • Outra configuração, aplicando pasta térmica no chassi;
  • Um sistema de resfriamento por água.

Os números não mentem: com um sistema de resfriamento mais competente, o MacBook Air conquistou uma melhoria de até 14% em performance. No fim das contas, os resultados foram os seguintes:

Benchmarks do MacBook Air com diferentes configurações de resfriamento

Obviamente, nem todos os cenários aqui testados são factíveis — é muito difícil, afinal de contas, aplicar um sistema de resfriamento a líquido numa máquina ultrafina e ultraleve, por exemplo. Alguns usuários também considerarão que, para o público-alvo do MacBook Air, o ganho de performance não é tão significativo: os usuários da máquina preferem ter algo mais fino e leve, sem muitas preocupações com poder de processamento bruto.

Ainda assim, os testes mostram que a Apple poderia, sim, ter feito um trabalho melhor: sem alterar significativamente o chassi do aparelho e mexendo apenas na sua configuração interna, seria possível mover a ventoinha para mais perto da CPU e conquistar uma capacidade de resfriamento mais competente.

Talvez os engenheiros da Maçã tenham algo a dizer sobre isso — alguma explicação técnica, justificativa, limitação que os levou a escolher o design em questão. Enquanto eles se mantiverem em silêncio, entretanto, a configuração continuará sendo visto apenas desta forma: como uma falha.

Quem sabe a transição para os chips da Apple não resolva isso.


MacBook Air 2018 de frente para box

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MacBook Air

de Apple

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Preço parcelado: em até 12x de R$858,25
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Lançamento: 2020

dica do Caio Gomides

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